Objetivismo Brasil - A Filosofia de Ayn Rand em Português.

Racionalidade e a busca pela felicidade

Sem moralidade, a vida se torna árdua e até impraticável. A moralidade diz como devemos viver, segundo a nossa natureza. Para sermos morais, precisamos não de alguém que nos diga como viver, mas sim agir com base em virtudes que servem como guias para a nossa ação.

A mãe de todas elas é a virtude do orgulho. É a busca do orgulho que nos faz agir baseados nas demais virtudes. Querer ou, pelo menos, buscar a perfeição moral, aprimorando-se diariamente, é a semente do orgulho cujo fruto é a felicidade.

Orgulho e felicidade não são prêmios para guardar no armário: fazem parte de um processo contínuo que só acaba com o fim da vida. Deixe de lado a tarefa de viver na busca da perfeição moral e o orgulho e a felicidade escoarão pelos dedos de suas mãos.

Quando se fala em orgulho, fala-se em racionalidade, a capacidade de focar a sua mente para compreender a realidade, tirando dela o que for necessário para orientar a sua própria ação.

Quando se fala em racionalidade, fala-se em honestidade. O uso da razão começa quando não falseamos a realidade para nossa própria consciência, nem para os outros com quem cooperamos para criar, manter ou trocar valores.

Quando se fala em honestidade, fala-se em integridade, a capacidade que temos de agir segundo as ideias e propósitos que abraçamos como verdadeiros e certos para nós mesmos. Quando falamos em valores, falamos em produtividade, a qual é a capacidade de criar aquilo que nos satisfará material, intelectual e espiritualmente.

Quando falamos em produtividade, falamos em independência, a capacidade de fazer o que é preciso a partir das nossas próprias conclusões e realizações, mesmo que venhamos a contar com a colaboração de terceiros. Ser independente é ter autoestima suficiente para pensar e agir com seus próprios meios, reconhecendo limites e tentando superá-los com seu esforço ou adquirindo de quem pode suplementar nossas carências.

Dar a si o que se merece, dar aos outros e receber deles pelo mesmo critério, é o exercício da virtude da justiça. É o que faz com que possamos nos sentir gratificados, sem culpa por termos ganhos imerecidos.

Racionalidade, honestidade, integridade, produtividade, independência e justiça são as virtudes necessárias para o ser humano sentir-se orgulhoso da sua existência, permitindo-se uma vida plena de felicidade. Só atinge genuinamente a felicidade como fim aquele que segue o princípio do comerciante. Aquele que sabe que não pode nem deve obter o que quer que seja sem usar a razão, falseando a realidade ou a própria consciência, agindo como um parasita inútil, injusto com os outros e que vive do imerecido.

O maior agente da evasão, da injustiça, da humilhação, da desmoralização do indivíduo é aquele cuja natureza e propósito está relacionado com a coerção. É por isso que governos devem ser inertes, devendo agir apenas quando instados a proteger aqueles que se valem do princípio do comerciante, retaliando contra os que usam a coerção para obter aquilo a que não têm direito, e somente contra estes.

Quando o governo age para criar privilégios, dando para uns o que não merecem, tirando de outros o que obtiveram por mérito, também age como um bandido, roubando ou, diversas vezes, matando para servir a quem não merece ser servido.

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Revisado por Matheus Pacini

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