Objetivismo Brasil - A Filosofia de Ayn Rand em Português.

O argumento essencial para a privatização de toda e qualquer empresa estatal

Concordo 100% com Felipe Neto quando ele afirma que a dívida não é argumento suficiente para a privatização. Privatização não pode ser exigida devido à dívida, afinal ela faz parte da atividade empresarial.

O argumento pertinente na defesa das privatizações não é a dívida, mas sim quem e como irá pagar por ela. Empresas estatais não têm dono. Não existe um indivíduo ou grupo de indivíduos dispostos a usar o seu dinheiro, ou o seu crédito, livre e voluntariamente, para criá-la e financiá-la. Os que a financiam o fazem mediante coerção iniciada pelo governo com o uso da força.

São as pessoas, que muitas vezes são obrigadas a se endividarem pelo governo via cobrança de impostos ou preços monopolistas exorbitantes, que terão que pagar também as dívidas da empresa estatal em dificuldade, queiram ou não.

Dívida de empresa privada quem paga são seus acionistas. Nenhuma empresa privada consegue repassar sua dívida para toda a sociedade, mesmo com o uso da coerção.

Usem os argumentos corretos, foquem na questão moral que envolve o problema das empresas estatais – seja a sua constituição, seja o seu endividamento e manutenção da atividade.

Privatizar é tirar dos ombros da sociedade, dos ricos, dos pobres, o peso de ter que se submeter a coisas que não fariam se fossem livres, como financiar projetos de terceiros sem serem consultados, sem poderem dizer não, simplesmente porque são coagidos a pagar por algo contra a sua vontade.

Privatização não precisa de argumentos econômicos como justificativa. Esses argumentos são acessórios. O argumento essencial para privatizar toda e qualquer empresa estatal é o argumento moral que diz que cada um tem direito de escolher o que vai fazer com os frutos do seu esforço. Que cada um tem o inalienável direito de dizer não!

Ninguém é obrigado a ser acionista da Volkswagen. Todos somos obrigados a sustentar as empresas estatais, e isso já basta para dizer o quão imoral é o fato de elas ainda não terem sido privatizadas, com ou sem dívidas, com ou sem lucro.

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Revisado por Matheus Pacini.

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