Roberto Rachewsky



Minha vida importa


Black lives matter? Vidas negras importam?

All lives matter? Todas as vidas importam?

Besteira!

A minha vida importa, assim como a vida daqueles que eu amo ou para quem ou de quem um valor se origina, qualquer valor, seja material, intelectual ou espiritual, segundo a minha escolha.

Pare de ser hipócrita: algumas vidas importam muito mais do que outras e muitas vidas simplesmente não importam. Isso não significa que você tenha que machucar ou matar pessoas se elas não o estiverem ameaçando ou prejudicando através do uso da força ou fraude.

A importância de uma vida não tem relação com particularidades como a cor de pele ou o sexo de qualquer pessoa viva ou morta. Tem relação, sim, com a alma e o caráter do ser vivo, com o equilíbrio entre virtudes e pecados que ele ou ela pode produzir.

O que realmente importa para mim é o valor criado por quem o cria durante essa oportunidade única que chamamos de vida.

Cada indivíduo tem o direito à sua vida, isto é, o direito de ser livre para criar, manter e usufruir o valor criado para si ou para aqueles que ama, na busca da felicidade.

Todo indivíduo tem esses direitos inalienáveis. Direitos não são privilégios. Ninguém nos concede direitos: eles derivam de nossa natureza como seres humanos.

Seres humanos, independentemente da cor da pele, sexo, religião, nacionalidade, ou seja lá do for que os caracterize, não recebem privilégios, nem pela natureza nem por Deus, se você acreditar em algum.

A natureza racional do homem exige o direito à vida, ou seja, você não será impedido de viver a vida que deseja, desde que não se envolva em ações violentas contra os outros, tão pacíficos quanto você deveria ser.

O direito à vida não significa que você, para manter a sua, tem algum privilégio concedido pelo governo - ou qualquer outra instituição coercitiva - sobre a vida dos outros ou aos frutos do trabalho deles.

O direito à liberdade não significa que você pode fazer o que bem entender mesmo que tenha de violar, através da coerção, o direito à vida, à liberdade e à propriedade dos outros.

O limite da liberdade termina onde começa o uso da coerção.

O direito à propriedade não significa que os outros são obrigados a lhe dar o que você deseja para satisfazer o que você acha ser sua necessidade.

Ninguém tem direito à felicidade, o direito que todos têm é de buscá-la, respeitando os direitos individuais inalienáveis que os outros possuem.

O máximo que governos podem fazer por cada um de nós é proteger a vida, a liberdade e a propriedade do ataque perpetrado por outros.

Para cumprir esse requisito natural, o de agir para viver, o homem deve respeitar sua natureza racional, construindo um ambiente em que cada um de nós possa escolher livremente o caminho da sua própria felicidade. É disso que trata o direito à vida, à liberdade, à propriedade e à busca da felicidade.

Não são outras pessoas que tornam a sua vida importante, é você que a torna significativa quando cria o valor que escolhe criar e é capaz de fazê-lo para seu próprio bem-estar.

Black lives matter? Vidas negras importam?

All lives matter? Todas as vidas importam?

Besteira!

O seu direito à vida, à liberdade, à propriedade e à busca da felicidade é que são importantes. Faça esses direitos valerem. Lute por eles, não por privilégios concedidos por violência contra os direitos de outrem.

Aqueles que negam a existência de direitos e, em vez disso, reivindicam privilégios que serão concedidos à revelia da vontade dos outros, através do uso da coerção, são os verdadeiros racistas.

Eu não prego o racismo, a pior forma de coletivismo. Eu prego o respeito ao indivíduo e o tratamento justo que cada um merece. Quem desrespeita o indivíduo, a menor minoria da Terra, e seus direitos individuais, é contra a raça humana e tudo o que realmente importa.

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Revisado por Matheus Pacini.

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