Roberto Rachewsky



Entre o Comunismo e o Nazismo: o caso da Estônia


Comparar o movimento pendular ideológico do Brasil com o da Estônia, por exemplo, é um exagero, mas é pedagógico.

A Estônia é hoje um dos três países mais livres da Europa, segundo o índice divulgado pela Heritage Foundation. Os outros dois são Suíça e Irlanda.

Em termos de IDH, a Estônia está acima de países como a Itália e a Espanha, e ao lado de França, Luxemburgo e Áustria. Isso tudo alcançado nos últimos 25 anos.

Se no Brasil ainda discutimos de forma binária conceitos como direita (fascismo ou nazismo) ou esquerda (socialismo ou comunismo) e fugimos do capitalismo como o diabo foge da cruz, na Estônia, eles decidiram há algum tempo abraçar os princípios, os valores e as ideais capitalistas com convicção.

A Estônia não precisou de narrativas, muitas vezes falaciosas, para imaginar o que seria um nazista ou um comunista: ela experimentou na pele a loucura desses sistemas, de forma cruenta, real, concreta e objetiva.

Na Estônia, nazismo e comunismo foram ensinados com verdadeira opressão, com derramamento de sangue.

Em 1920, a Estônia se tornou independente depois de vencer os germânicos e os bolcheviques simultaneamente. Em 1941, foi anexada pela União Soviética e, logo depois, invadida pela Alemanha Nazista. Com o fim da II Guerra Mundial, foi anexada novamente pelos soviéticos até que, com o colapso das repúblicas soviéticas socialistas, a Estônia readquiriu a independência.

Foram décadas de dominação, passaram por ali regimes totalitários com a velha promessa de igualdade e prosperidade. O resultado foi o mesmo: guerra, miséria, genocídios e pilhagem para o enriquecimento dos líderes.

Não se enganem, não existe nazista nem comunista bonzinho. As ideologias que movem essas pessoas são brutais, são assassinas. Não se enganem também com suas versões moderadas; o fascismo e o socialismo levam as sociedades ao mesmo destino.

Os estonianos aprenderam na prática as consequências nefastas do coletivismo estatista à sociedade. Por isso, optaram por adotar uma ideologia diferente. Eles compreenderam que deveriam colocar acima de tudo o indivíduo, a livre iniciativa, a propriedade privada, o livre mercado e o estado de direito – enfim, o capitalismo.

Dirão alguns que a Estônia é um país pequeno, fácil de administrar. Países pequenos são formados por indivíduos, tal qual os países grandes. Exatamente pelo Brasil ser gigante, se comparado com a Estônia, deveríamos priorizar ainda mais a hegemonia dos direitos individuais.

Somos várias Estônias em um imenso continente. Precisamos abandonar as ideias da direita e da esquerda, precisamos adotar as ideias liberais para fazermos como aquele país diminuto fez no passado ao resistir aos governos estrangeiros. No nosso caso, precisamos libertar os brasileiros do jugo de nosso próprio governo.

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Publicado originalmente em Instituto Liberal.

Revisado por Matheus Pacini.

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