C. Bradley Thompson



Carta aberta aos jovens leitores - A revolta de Atlas pode mudar a sua vida?


Essa carta é endereçada a todos os jovens que leram ou estão prestes a ler o épico romance de Ayn Rand, A revolta de Atlas.

Ministrei aulas sobre A revolta de Atlas por 15 anos, durante os quais testemunhei muitas coisas interessantes. Por exemplo, 95% de meus alunos relatam que A revolta de Atlas é o melhor livro que já leram. Nenhum livro que já ensinei esteve nem perto de fomentar uma troca tão robusta de ideias em sala de aula. É normal que meus alunos virem a noite debatendo A revolta de Atlas com seus amigos e, ao chegar à escola, me bombardeiem com perguntas. Concordemos ou não com as ideias de Rand, poucos poderiam negar que esse deveria ser o tipo de experiência vivido na faculdade.

Durante as poucas semanas no ano em que ensino A revolta de Atlas, testemunho como centenas de alunos se engajam intelectualmente de formas que não faziam antes da leitura desse extraordinário livro. O comentário mais comum dos alunos é o seguinte: “A revolta de Atlas resume tudo que sempre admirei e em que acredito, mas nunca tinha conseguido expressar em palavras.” O romance de Ayn Rand fala diretamente aos valores e às aspirações mais profundas de muitos alunos: RA apela ao seu senso de justiça, integridade, honestidade e independência; ao seu desejo de viver em um mundo onde realização e heroísmo são recompensados.

Entrar no mundo de A revolta de Atlas é vivenciar um mundo radicalmente diferente do atual, e essa experiência pode mudar a sua vida para sempre.

Eu conheço muitos professores que ensinam A revolta de Atlas, e suas experiências são similares às minhas. Infelizmente, todavia, alguns professores podem reagir de forma diferente ao descobrirem que você está lendo A revolta de Atlas. Eles podem agir com desdém, dizendo: “Sim, A revolta de Atlas é para adolescentes. Não se preocupe, essa fase vai passar.” Às vezes, porém, a reação é mais dura. Ao longo dos anos, testemunhei pessoalmente professores progressistas ou conservadores que ficaram transtornados ao tomarem conhecimento das leituras comentadas de Rand em minhas aulas. Alguns deles até tentaram pressionar meus alunos a não discutirem as ideias dela. Um colega conservador chegou ao ponto de mandar seus alunos à minha aula para me intimidar, ato semelhante ao que jovens comunistas costumavam fazer contra seus professores na China de Mao.

Por que esses professores ficam tão revoltados frente à menção do nome de Ayn Rand? Por que eles a insultam e difamam sem ter lido os seus livros? Claramente, temem algum aspecto da filosofia de Rand, algo que não querem que você leia. O que é?

Que muitos progressistas temam a influência das ideias de Rand não causa surpresa. A revolta de Atlas é, afinal, a crítica mais poderosa já escrita ao socialismo. Mas por que um professor conservador teme a possibilidade de Rand ser ensinada na faculdade? Conservadores religiosos não gostam de Ayn Rand por ela ter escolhido Atenas e não Jerusalém, razão e não revelação; conservadores pragmáticos não gostam de Rand por ela ser uma absolutista moral. Mas há algo mais que incomoda os conservadores.

Ayn Rand acreditava que os Estados Unidos era a sociedade mais moral na história, porém, que seus princípios fundadores nunca tinham sido corretamente defendidos. Portanto, ela buscou defender os valores e os princípios básicos dos Estados Unidos – individualismo, governo limitado e capitalismo. Ao contrário de muitos conservadores, Rand não confiava na fé, tradição ou discursos baratos para defender os Estados Unidos. Em vez disso, ela demonstrou a validade filosófica de tais princípios.

A razão porque alguns conservadores temem Rand é que, no fim das contas, eles não podem defender filosoficamente os Estados Unidos. Conservadores não gostam do fato de Rand defender razão, objetividade e certeza – e eles não; de ela defender egoísmo racional, absolutismo moral e virtudes baseadas na razão – e eles não; de ela defender direitos individuais e capitalismo – e eles não. Como eles não defendem esses princípios filosóficos, não conseguem defender os Estados Unidos. Esse é o segredo sujo dos conservadores.

Por fim, esses professores conservadores odeiam Ayn Rand precisamente porque seus romances apelam aos ideais dos jovens. Como você, jovem leitor, Rand levava as ideias a sério. Ela disse que é criticamente importante viver a sua vida de acordo com princípios racionalmente demonstráveis, e que é importante ser moral não apenas em teoria, mas também na prática. Ayn Rand apela ao jovem porque seus romances são cheios de heróis produtivos que realizam grandes coisas mesmo frente a adversidades. É bom ser jovem e se preocupar com ideias e princípios morais.

Se você é um aluno do ensino médio ou faculdade que está lendo A revolta de Atlas pela primeira vez, espero que faça uma única coisa: não baseie o seu julgamento da obra no que os outros pensam sobre a obra, para o bem ou para o mal. Em vez disso, pergunte-se – repetidamente: as ideias de Rand são verdadeiras ou falsas? Só uma pessoa pode responder a essa pergunta: VOCÊ!

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Publicado originalmente em Capitalism Magazine.

Traduzido por Matheus Pacini.

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