Agustina Vergara Cid



Ayn Rand e a morte de Marilyn Monroe


Ódio aos bilionários. Ofensas ao melhor aluno da turma. Brincadeiras com o colega de trabalho que conquistou uma promoção.

O que essas coisas têm em comum? Possivelmente, todas são motivadas pela inveja. No entanto, Ayn Rand identificou na cultura um fenômeno mais profundo e repugnante (do qual a inveja é só parte), chamando-o de ódio ao bom por ser bom.

Nas próprias palavras de Rand:

Esse ódio não é um ressentimento contra alguma visão prescrita do bem com a qual alguém não concorda... O ódio ao bom por ser bom significa o ódio daquilo que alguém considera bom por seu próprio julgamento (consciente ou subconsciente). Significa o ódio de uma pessoa por possuir um valor ou virtude que considera desejável.[1]

Esse fenômeno pode ser visto ao nosso redor – e afeta diretamente nossas vidas.

Ayn Rand explorou eloquentemente uma dessas consequências em 1962 em uma coluna de opinião no Los Angeles Times intitulada “Through Your Most Grievous Fault”, publicada duas semanas após a morte de Marilyn Monroe.

Nela, Rand lamenta a morte por suicídio da estrela de cinema, discutindo as causas filosóficas que contribuíram para o fato: na análise de Rand, Monroe foi vítima de uma atmosfera doentia de ódio ao bom por ser o bom.

Marilyn Monroe era reprovada por muitos – não por causa de suas falhas, mas por causa de sua beleza, seu talento e sua personificação da alegria de viver. Ofereceu ao mundo todos esses valores e mais, apenas para ser repreendida com insultos e escárnio em muitos casos. Foi ridicularizada por seu melhor, e não seu pior.

Leia a perspectiva de Rand sobre a vida e a morte trágica de Marilyn Monroe, lendo a tradução do artigo neste link,

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Traduzido por Matheus Pacini.

Publicado originalmente em New Ideal.

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[1] RAND, Ayn. “The Age of Envy,” in Return of the Primitive: The Anti-Industrial RevolutionNew York: Meridian, 1999.