Objetivismo Brasil - A Filosofia de Ayn Rand em Português.

A moralização da política passa pela moralização do debate

Os debatedores estão muito preocupados com os fins e como justificar os meios, e pouco preocupados com os princípios, valores e ideais dos indivíduos na sociedade. O debate político foca em ideologias e estratégias para tangenciar a discussão sobre o que falta aos debatedores: virtudes e caráter.

Políticos debatem o tempo todo sobre o que fariam com nossas vidas se chegassem ao poder. Eu gostaria de saber o que eles fariam com as vidas deles para nos deixarem em paz, porque das nossas, cuidamos nós.

O problema de nossa sociedade é que poucos pensam como eu. Não é à toa que os políticos discutem sobre o que farão com a economia, com a educação, com a saúde, com o bem comum e com o Estado de bem-estar social. A imensa maioria das pessoas não se preocupa com a falta de moral no debate.

Eles não veem a vida como uma sucessão de escolhas, o que explicita a necessidade de um debate baseado na moralidade.

Eles veem a vida como uma sucessão de chances, como uma loteria, daí exigem igualdade de oportunidades.

Para eles, tudo deve ser visto com pragmatismo; querem ter a sorte de ser escolhidos pelos donos de suas vidas, pelos governantes eleitos na roleta russa da democracia com a missão de decidirem sobre o futuro das nossas vidas.

Eu gostaria de moralizar o debate político, o que significa trazer para o contexto social leis que protejam o direito de escolha dos indivíduos, impedindo os políticos de transformá-lo num jogo de azar.

Não vivemos num cassino onde para alguém ganhar, outro tem que perder. Vivemos no mercado em que a liberdade permite que haja cooperação e trocas voluntárias em benefício mútuo.

A moral da liberdade de escolha é que ela permite que o jogo não seja de sorte ou azar – o jogo é ganha-ganha.

No jogo ganha-ganha do mercado ninguém precisa de alguém para dar as cartas; elas já estão nas nossas mãos e cabe a nós escolhê-las.

O papel do governo numa sociedade moral é fazer com que as escolhas sejam respeitadas e que ninguém use as cartas que não lhe pertencem, inclusive e, principalmente, quem está no governo.

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Revisado por Matheus Pacini.

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