David Veksler



Capitalismo em um minuto


Capitalismo é um sistema social baseado no princípio dos direitos individuais.

Uma sociedade capitalista é baseada no reconhecimento dos direitos individuais, incluindo os direitos de propriedade. Sob o capitalismo, toda a propriedade é privada, e o Estado é separado da economia, bem como da religião. Do ponto de vista econômico, o capitalismo é um sistema laissez-faire ou de livre mercado, em que o governo não interfere de nenhuma forma nas decisões econômicas.

Capitalismo é o único sistema social compatível com as exigências da vida humana

Na busca dos valores necessários para viver em sociedade, o homem só requer uma coisa do próximo: liberdade de ação, isto é, a capacidade de agir como quiser, contanto que não viole a mesma e igual liberdade dos outros de fazê-lo. Num contexto político, liberdade significa apenas a ausência de iniciação da força (só permitida em retaliação). É apenas pela iniciação da força que os direitos de um homem podem ser violados. Seja via roubo, coerção, fraude ou censura governamentais – só há violação dos direitos do homem através da iniciação da força. Como a vida do homem depende do uso da razão na realização dos valores necessários para sua vida, a iniciação da força torna a sua mente inútil como meio de sobrevivência. Para sobreviver, o homem deve alcançar os valores necessários para sustentar sua vida, o que só é possível quando ele é livre para pensar e agir de acordo. Para viver, o homem deve ser livre para pensar. Para ser livre para pensar, o homem deve ser livre para agir. Nas palavras de Ayn Rand: “liberdade intelectual não pode existir sem liberdade política; liberdade política não pode existir sem liberdade econômica; mente livre e mercado livre são corolários.”

O capitalismo reconhece o valor do indivíduo

Na sociedade humana ideal, em que há o reconhecimento da independência da mente individual, cada indivíduo é um fim em si mesmo. Ele é dono (e responsável) por sua vida, e a de ninguém mais. Outros não são seus escravos; tampouco ele é escravo deles. Outros não têm direito à vida e, muito menos, aos valores que ele cria para mantê-la; tampouco ele têm direito à vida ou aos valores dos outros. Numa sociedade livre, o homem pode obter valores (materiais ou espirituais) através da troca voluntária que gera benefício mutuo. Contudo, ele só pode criar valor se for livre para usar sua mente para exercitar sua criatividade. Um homem vive melhor por sua própria conta do que como escravo de seus irmãos. O capitalismo reconhece que cada indivíduo é um ser pensante independente.

O indivíduo é um fim em si mesmo

Se nenhum homem tem o direito de iniciar a força contra outro, muito menos qualquer grupo de homens pode fazê-lo, seja pública ou privadamente. É imoral iniciar a força contra qualquer indivíduo, por qualquer razão. Isso inclui a iniciação da força em prol do “bem público”. O “público” é meramente um grupo de indivíduos, cada qual possuindo os mesmos direitos, sendo um fim em si mesmo. Qualquer tentativa de beneficiar o “bem público” é uma tentativa imoral de conceder um benefício a um grupo de indivíduos à custa de outro. Numa sociedade livre, nenhum indivíduo se beneficia à custa de outro: homens trocam valores que criam entre si, de forma voluntária, e em benefício mútuo. O Estado de Direito numa sociedade livre só tem um propósito: proteger os direitos individuais.

Capitalismo produz liberdade e prosperidade

Ao longo da história, todavia, ainda não tivemos um exemplo de economia livre e capitalista. O mais próximo que chegamos do verdadeiro livre mercado foi durante a Revolução Industrial na Grã-Bretanha, bem como ao final do século XIX nos Estados Unidos. A Revolução Industrial foi um período de crescimento econômico sem precedentes, bem como de melhorias inimagináveis na qualidade de vida geral da população. Em menos de 200 anos, a vida da maioria das pessoas no Ocidente passou de uma vida curta, repleta de pobreza, pragas e guerras para uma existência moderna e confortável que nem mesmo os reis da Europa medieval poderiam ter imaginado. Desde 1820, as principais nações capitalistas aumentaram sua riqueza em 16x, sua população em 4x e, não menos importante, sua produtividade em 20x. As horas de trabalho anuais caíram de 3000 para menos de 1700, e a expectativa de vida duplicou de 30 para 70 anos.

Mesmo assim, não obstante a superioridade material inegável das sociedades capitalistas, seus críticos continuam a atacá-la como egoísta e desumana. O que falta ao mundo não é evidência da superioridade prática do capitalismo, mas uma defesa moral do direito do homem à sua própria vida.

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Traduzido por Matheus Pacini.

Publicado originalmente em Liberty.Me.

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