Roberto Rachewsky



Recado aos economistas sobre empoderamento, igualitarismo e feminismo


Não é anarquia querer isolar a economia da intervenção governamental. Separar governo e economia faz todo sentido para um liberal clássico. Do ponto de vista ético, é preciso compreender que cada indivíduo é um fim em si mesmo, e que as relações econômicas e sociais devem ser regidas pela vontade dos indivíduos envolvidos.

Não cabe ao governo regular as relações entre as pessoas de forma positivista. Cabe ao governo apenas reagir quando houver violação de direitos.

Contratos são individuais, e o preço do bem ou serviço contratado deve ser livre. Qualquer interferência do governo no mercado causa anomalias, entre elas, a injustiça. Qualquer interferência coercitiva gera consequências inesperadas piores do que aquelas que ela supostamente deseja sanar.

O governo não empodera ninguém. As pessoas tem o poder de fazer o que é necessário para alcançar os seus propósitos. Quando o governo intervém, privilegia alguém em detrimento de outrem. Essa é a consequência de tratar economia como engenharia social: o governo torna-se tirânico.

Salários devem ser decididos entre as partes. Se uma empresa entende que é uma boa política de RH criar faixas salariais que relacionam salário e produtividade, esse é um problema exclusivo dela. Se alguém se sentir injustiçado com isso, pode procurar outra empresa.

A diferença salarial entre homens e mulheres existe por inúmeras razões. O governo tentar uniformizar isso à força é tirania. Economistas emprestarem sua expertise para tornar supostamente as relações mais eficientes ou igualitárias é microtirania.

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Publicado originalmente em Instituto Liberal.

Revisado por Matheus Pacini.

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