Roberto Rachewsky



Quem defende a liberdade não deve aceitar dinheiro do governo


Mas que barbaridade!

Vi com entusiasmo surgir um grupo de professores que se denominou Docentes pela Liberdade. Inclusive, fui convidado para participar de um debate na Assembleia Legislativa do RS com outros apoiadores aqui do Estado.

Hoje fiquei sabendo que o movimento como tal está se desintegrando porque a direção nacional resolveu criar personalidade jurídica para angariar dinheiro de impostos via contratos com o MEC.

Quem defende a liberdade e se associa ao governo para usar dinheiro dos outros tirado à força ou é desonesto em primeiro lugar, ou lhe falta integridade.

Não é a primeira instituição na qual vejo a finalidade de defender a liberdade ser ameaçada.

Isso deve ser coisa de reacionários, aqueles que não apenas ainda não saíram da Idade das Trevas intelectualmente, como também querem nos levar para lá junto a eles.

Reacionários são pré-renascentistas, odeiam Iluminismo de qualquer tipo, são avessos à modernidade, já que ela só é possível a partir do uso da razão, da ciência, da indução e da lógica dedutiva, coisas que desafiam dogmas e revelações que incrivelmente satisfazem os que com fé, agarram-se a superstições e misticismos.

Nenhum movimento político composto por reacionários, esses que seguem o pensamento neoplatônico; liberais, que seguem o pensamento newtoniano e lockeano; e conservadores, que seguem a linha liberal burkeana, dura muito tempo.

Os liberais e os conservadores moderados estão debandando desse grupo que prometia mobilizar-se para agir em defesa da liberdade como deveria, com total independência dos grilhões do Estado, ainda mais do MEC, que tenta de todas as formas tutelar a educação a fim de evitar que se desenvolvam mentes livre e independentes.

Não conheço os líderes desse movimento a nível nacional. Conhecia os que lideravam o grupo aqui no Rio Grande do Sul. Soube que todos estão se desligando, porque desconfiam que foram usados em seu prestígio e trabalho duro para outros fins com os quais não conseguem concordar.

Desfraldar a bandeira da liberdade em vão, quando, na realidade, a proposta é enriquecer através da coerção, é um pecado que somente pragmáticos ousariam praticar.

Os docentes que realmente defendem a liberdade deveriam se reorganizar em um movimento liberal de verdade, que enfrente esses oportunistas e lute para que a academia deixe de ser um feudo medieval ou uma comuna marxista.

Parece que os canais de irrigação de dinheiro obtido pelo Estado não foram cortados mas apenas redirecionados da esquerda para a direita, continuando a fonte, o povo, a servir como espoliado.

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Revisado por Matheus Pacini.

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