Roberto Rachewsky



Pelo direito às armas para defesa


Medo, pavor e desespero perante a iminência de se tornar vítima de um ataque imprevisto domina a mente e impossibilita uma reação coordenada para impedir que os criminosos tenham sucesso na sua empreitada homicida. Obviamente, não se pode dizer que a falta de uma atitude heroica é covardia, porque não o é.

O desejo de sobrevivência que mantemos no nosso subconsciente toma conta da mente, e a única coisa em que se pensa é deixar o local da tragédia o mais rápido possível. É isso que se vê nas imagens tristes e impressionantes de casos com o de Suzano.

Covardia mesmo transmitem os que insistem em dizer que somente com políticas de desarmamento atos de terrorismo como esses não ocorreriam.

A covardia, nesses casos, diz respeito ao medo de pensar, relaciona-se ao pavor de ter que enfrentar a realidade objetiva - fatos e evidências -, bem como do desespero por querer propagar soluções fáceis que não encontram eco na racionalidade.

Armas para a defesa são as únicas formas de inibir as armas que atacam.

Vigias, professores e funcionários desarmados nada mais são do que vítimas em potencial de assassinos armados. Vigias, professores e funcionários treinados e capacitados para agirem com o intuito de retaliar contra ataques como esses são a única maneira de evitar ou minimizar a perda de vidas preciosas.

Câmeras de vídeo, como as que expuseram o massacre, não servem de segurança para eventos dessa natureza. O que elas proporcionam é um espetáculo dantesco que choca, comove e irrita pela incompreensão das autoridades quanto à necessidade de a população poder exercer o seu legítimo direito de defesa tolhido pela arrogância dos mistificadores estatólatras.

O governo, representado pelas forças policiais, não é onipresente, nem onipotente, para estar em todos os lugares onde crimes como esse podem ocorrer. O trabalho da polícia é complementar, buscando mais remediar do que prevenir atos desse tipo.

Há casos mais que suficientes onde se viu e se sabe que, quando no local onde se inicia uma ação violenta alguém porta uma arma com chances de retaliar, os criminosos acabam sendo neutralizados.

Quando não se tem recursos de defesa porque as leis impedem os cidadãos de se defenderem, aqueles que impõem essa situação são coniventes com a ação violenta dos criminosos, fazendo com que os que promovem as políticas de desarmamento tornem-se cúmplices daqueles que, motivados sabe-se lá pelo quê, resolvem tirar a vida alheia.

O direto à legítima defesa baseia-se na lei da causalidade e não em políticas utilitaristas. Ou seja, ninguém deve ser obrigado a se armar para salvar vidas, mas ninguém pode ser impedido de se armar para salvar a sua.

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Publicado originalmente em Instituto Liberal.

Revisado por Matheus Pacini.

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