Gloria Alvarez



Gloria Alvarez, como Rand a influenciou?


MM: A Universidade Francisco Marroquin foi um bom lugar para você. Você comentou que foi que conheceu a obra de Rand. Como Rand a influenciou?

GA: Bem, Ayn Rand era um nome muito mencionado; havia uma bela escultura chamada Atlas Libertas, baseada em A revolta de Atlas, feita por Walter Peter Brenner e havia grupos de leitura de seus livros. Infelizmente, não havia uma disciplina específica sobre ela. O foco principal da universidade era a economia (e não a filosofia) – autores como von Mises e Hayek.

Por fim, quando me formei em 2007, decidi que queria ler A revolta de Atlas. Então, fui à biblioteca e peguei o livro emprestado. Mas li a primeira página e não entendi nada. Meu inglês não era muito bom na época, logo pensei: “isso é muito para mim”.

Quando me mudei para Washington, DC, comprei o livro. Dois anos depois, durante um estágio remunerado na Itália – e já com um nível avançado de inglês – decidi lê-lo. Fiquei fascinada. Nele, Rand expunha com paixão a filosofia e os motivos econômicos, psicológicos, afetivos e morais que justificam a importância de uma economia de livre mercado.

Sei que algumas pessoas preferem A nascente por ser mais pessoal. Para mim, como estudante de relações internacionais e ciência política, A revolta de Atlas foi mais útil, pois abordava muitos temas discutidos em minha faculdade. Fique pasmada com a capacidade de Rand de aprofundar tantos temas fundamentais da vida de todo ser humano.

Além disso, A revolta de Atlas mudou totalmente a minha forma de me comunicar. Voltei para a Guatemala muito triste, pois não queria mais trabalhar em ONGs e, muito menos, entrar para a política. Estava frustrada porque tinha estudado tanto numa área que já não queria mais seguir. Decidi voltar às atividades radiofônicas, coisa que já vinha fazendo desde os meus 19 anos. O chefe da rádio disse que, com minha experiência e conhecimento, deveria ter uma postura mais firme no ar. Expliquei que minha filosofia política era o libertarianismo, e que desagrava tanto a direita como a esquerda. Ele não hesitou, concedendo-me total liberdade de expressão. Nessa “nova” fase, comecei a aplicar vários métodos de comunicação que Rand utilizada para convencer as pessoas. Na América Latina, essas ideias ainda são desconhecidas, mas espero que consigamos derrotar a dicotomia conservadora-socialista de nossas sociedades.

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Publicado originalmente em Atlas Society.

Traduzido por Matheus Pacini.

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