Roberto Rachewsky



CPMF e COAF violam direitos individuais


CPMF e COAF são duas instituições que violam direitos individuais e o debate joga luz à fronteira que separa o estatismo atávico do liberalismo descomprometido.

Estatismo atávico é quando a pessoa se diz a favor do livre mercado, porém aceita doses de violência que seriam necessárias para a manutenção do mercado livre dessa violência.

Esse é um equívoco teórico e lógico catastrófico para a reputação de quem se diz liberal. Para esses, cabe a famosa frase de Ludwig von Mises que nunca aceitou comprometer, no sentido de conceder ou afrouxar seus princípios: “vocês são um bando de socialistas!”

Liberalismo descomprometido significa a defesa inconteste da liberdade individual, base e finalidade de qualquer arranjo institucional.

Antes de mais nada, a CPMF é um imposto do qual a vítima dificilmente tem como escapar. Se uma mãe doar dinheiro para uma filha ou vice-versa, o governo recebe uma parte sem ter nada a ver com aquilo. A filha ou a mãe, provavelmente, já foram obrigadas a pagar imposto quando criaram o valor que estão transferido entre si.

O COAF é um dos tentáculos da organização criminosa chamada Estado. É criminosa porque, em seu estado atual, usa a violência para se manter e é organizada apenas para pilhar riqueza. O COAF é um dos exemplos dessa organização tentacular.

Se você defende a CPMF e o COAF, meu amigo, você é um daqueles socialistas que Mises denunciou. Você pode achar que é um liberal para consumo próprio, para enganar trouxas. A mim, que estou vivo, você não engana. A Ludwig von Mises, Henry Hazlitt ou Ayn Rand, caso estivessem vivos, você também não enganaria.

Comprometer, conceder, afrouxar como arma política é deixar-se corromper pelo sistema em vez de modificá-lo. Com o tempo, você dirá que o sistema como está deve ser preservado pelo bem comum e que a política o tornou moderado, porque ideias radicais ferem o senso majoritário.

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Revisado por Matheus Pacini.

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