Stephen Hicks

Professor de Filosofia na Rockford University.

Escreveu diversos livros e artigos sobre temas como Objetivismo, empreendedorismo, ética, pós-modernismo.

Há vários artigos traduzidos ao português disponíveis na página do autor.



Ayn Rand continua ou rompe com a tradição do liberalismo clássico de Smith, Hume e Say?


GC: um debate crucial foca na questão de se Ayn Rand continua ou rompe com a tradição do liberalismo clássico, notavelmente representado por autores como David Hume, Adam Smith ou Jean-Baptiste Say. Qual sua opinião nessa questão?

SH: o liberalismo de Rand é poderoso e sistemático, e aprendi muito com ele. Contudo, não acredito que ela tenha sido particularmente original em economia política. Se fôssemos listar, digamos, 100 políticas defendidas por liberais clássicos, Rand estaria de acordo com a maioria delas.

A tese distinta de Rand [em economia política] é a sua insistência de que a melhor defesa do liberalismo é filosófica – isto é, na defesa da metafísica, epistemologia e, especialmente, ética corretas. Errar nelas prejudica o caso em prol de uma sociedade livre. Em filosofia, as conclusões de Rand frequentemente conflitam com as de Smith (em especial, na psicologia moral) e com as de Hume (em especial, na epistemologia).

Curiosamente, Rand tem menos em comum filosoficamente com os liberais do Iluminismo Escocês (por exemplo, Hume e Smith) e mais em comum com os liberais do Iluminismo Inglês (por exemplo, Locke e Mill).

Embora haja pontos comuns entre Rand e Locke/Mill, o liberalismo de Rand é baseado no egoísmo racional, e isso a distingue na tradição do liberalismo clássico.

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Traduzido por Matheus Pacini

Publicado originalmente no site oficial do autor.

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