Roberto Rachewsky



A TIRANIA DA DEMOCRACIA


A definição de tirania é quando alguém age para controlar outras pessoas de forma abusiva - sem legitimidade e pela via da coerção - forçando-as a fazer o que não querem ou impedindo-as de fazer o que querem. Quem age dessa forma é chamado de tirano.

Politicamente, regimes tirânicos são chamados de ditaduras porque os indivíduos são desprovidos dos seus direitos à liberdade e à propriedade, chegando muitas vezes a perder, inclusive, seu direito à vida. Quem lidera governos ditatoriais, tirânicos, é chamado de ditador.

Por que será que somos avessos à tirania praticada por um ditador, enquanto toleramos a tirania praticada pela maioria do conjunto de indivíduos que compõem uma determinada sociedade?

Deveríamos, por razões lógicas, éticas e políticas, ser avessos a qualquer tipo de tirania, seja ela praticada por um único ditador ou por um grupo de indivíduos que atua como se fosse um ditador.

Tomemos, como exemplo, o Brasil, onde há vigência de instituições que, em nome da maioria da população, impõem tirânica ou ditatorialmente leis, normas e regras a serem cumpridas, mesmo por quem discorda delas ou que não as obedeceriam se fossem livres para tal.

Tanto o poder executivo, através de proposições legais ou supralegais, como o legislativo, através de projetos de lei ou emendas constitucionais, violam constantemente os direitos individuais, fazendo com que cada um de nós, que não quer ser forçado a fazer o que não deseja ou que é impedido de fazer o que quer, mesmo que isso não prejudique ninguém, tornando-se um servo submisso ou um rebelde, sujeito às penas da lei.

Uma sociedade civilizada, que tem como bens a privacidade e os valores criados através do conjunto de trocas voluntárias entre indivíduos livres, que age com o propósito de melhorar sua situação de vida, sem necessariamente piorar a vida alheia, demanda que se combata e se suprima qualquer ato ou ator que se valha da tirania, seja essa decorrência de um ser isolado ou um conjunto de indivíduos que domine os demais, mesmo que esse conjunto represente a totalidade da população menos um, exatamente aquele indivíduo, a menor minoria, que acabaria sofrendo as consequências de se opor à tirania geral.

Hoje vemos que as casas legislativas, e os palácios habitados por chefes do executivo, são fontes de atos de tirania, ditaduras democráticas que infernizam e escravizam a qualquer um e a todos.

Não seria oportuno dar um basta a esses tiranos legais, legítimos ditadores com o poder concedido pelo voto popular?

Talvez fechar o Congresso e as assembleias legislativas, dispensar os políticos e os chefes do executivo e dar um descanso para o povo que produz e trabalha já fosse um alívio!

Podemos muito bem sobreviver só com o judiciário e a polícia, respectivamente, para mediar os conflitos e controlar os violentos.

Que tal arriscarmos entregar para a iniciativa privada especializada o fornecimento de serviços nas áreas de educação, saúde, previdência e infraestrutura. Que tal darmos um choque de liberdade, abrindo de vez nossas fronteiras para o comércio internacional, liberando o mercado doméstico a quem quiser investir, empreender e praticar atividades econômicas e financeiras para gerar os valores dos quais somos carentes e que o governo, hoje, insiste em destruir. Precisamos tirar esses tiranos que só pensam em intermediar com a coerção aquilo que a sociedade tem plenas condições de fazer com liberdade ao exercer o direito de se autogovernar.

Não se deixem iludir por falácias: democracia não é sinônimo de liberdade ou de independência e soberania. Tampouco é antônimo de ditadura ou tirania.

Democracia não tem passado de ditadura de poucos a serviço da tirania da maioria.

Temos que rever nossos ideais. Faz tempo que eu escolhi defender o direito à vida, à liberdade, à propriedade e à felicidade individual. Já passou da hora de defendermos quem quer ser livre para viver a sua vida e criar, guardar e dispor dos valores que lhe permitirão buscar a sua própria felicidade sem violar esses mesmos direitos de ninguém.

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Revisado por Matheus Pacini

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