Roberto Rachewsky



A primazia da realidade


Bolsonaro não foi eleito por ser um estadista moderado de fala mansa que faz um exercício introspectivo para usar palavras e pensamentos adequados à liturgia do cargo.

Por sinal, o cargo de presidente do Brasil não exige liturgia alguma, pois tem sido ocupado há décadas por muitos desqualificados intelectuais ou morais.

Bolsonaro foi eleito por ser o único político que não se incomoda de usar seu expertise para descer ao nível da sarjeta contra seus adversários.

Não há camisa de força do politicamente correto, não há comedimento retórico, não há vergonha própria ou alheia que o faça tratar quem se opõe a ele como fariam uma Margaret Thatcher ou um Ronald Reagan.

Bolsonaro teria que comer muito mingau para chegar a esse estágio e nem o Brasil precisa nem merece líderes com essa estirpe.

O capitão faz bem em colocar as coisas no seu devido lugar. É tarefa dele proteger a sua equipe dos ataques ferozes, normalmente imorais (às vezes criminosos) dos psicopatas que habitam os partidos políticos de esquerda e dos que trabalham no submundo para lhes dar suporte logístico.

Eu sou idealista no campo das ideias, mas quando a discussão vem para o dia a dia, para o tête-à-tête, não me iludo.

É mais fácil mudar o Brasil do que transformar brasileiros como Bolsonaro ou Lula. Cada um com a sua idiossincrasia, eu com a minha, e vocês com as suas.

O importante é avançar em direção da proteção da livre iniciativa, da propriedade privada, do estado de direito, do livre mercado e de uma sociedade civilizada. O importante são as instituições que podem civilizar os homens e não os homens incivilizados.

Bolsonaro é um mal necessário e quem o colocou lá pode criticá-lo, mas não pode esperar dele o que ele nunca foi e nunca será.

Assim, quem critica o homem está sendo hipócrita. A crítica deve ser às propostas, aos projetos, às estratégias. Se ele diz isso ou aquilo, problema dele. Contra a corja que domina todos os setores da sociedade, seja na política, na burocracia ou na mídia, não dá para ter papas na língua.

Quando Bolsonaro foi eleito já sabíamos que estávamos elegendo alguém com inteligência emocional mais próxima da Dilma do que da Rainha Elizabeth.

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Revisado por Matheus Pacini.

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