A falácia da liberdade como direito positivo

“As pessoas têm que ter a liberdade para morar onde quiserem, mesmo onde ninguém quer ir a não ser elas, por isso o estado deve prover saneamento básico para essas pessoas, já que não seria lucrativo e a iniciativa privada não teria interesse em fazê-lo.”

Isso os esquerdistas chamam de ”falhas de mercado”, uma maneira bonitinha de justificar o roubo estatal, eufemisticamente chamado de tributo ou imposto.

Há também os que defendem que a liberdade é um direito positivo, que as pessoas devem estar livres da falta de saneamento, por exemplo. Isso implica que os outros terão o dever de provê-las com saneamento básico. Balela de autoritário que quer fazer caridade com o dinheiro alheio usando a coerção do estado.

Liberdade é um direito negativo, e torná-lo positivo apenas acaba com a liberdade.

Ora, quem não tem saneamento básico na sua porta tem a liberdade de fazer um mutirão com seus vizinhos para construir o que for necessário, tem a liberdade de migrar para a cidade que oferece um melhor padrão de vida e tem a liberdade de ficar onde está.

Não é por outro motivo que cidades foram sendo criadas ao longo da história, as pessoas deixaram os grotões, o campo, as áreas isoladas, para aproveitarem o que as cidades podem oferecer: mais segurança, oportunidades, comércio, entretenimento e saneamento básico.

As pessoas não têm a liberdade para roubar, seja isoladamente, seja através do estado.

As pessoas não têm direitos sobre o que não possuem, temos direitos exclusivamente sobre o que é nosso, sobre a nossa vida, sobre a nossa liberdade e sobre a nossa propriedade.

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Publicado originalmente em Instituto Liberal.

Revisado por Matheus Pacini.

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