Na medida em que somente o indivíduo pode ter direitos, falar de “direitos individuais” é redundante (servindo apenas como esclarecimento no caos intelectual da atualidade). Mas a expressão “direitos coletivos” é uma contradição em termos.

Qualquer grupo ou “coletivo”, grande ou pequeno, é apenas um grupo de indivíduos. Um grupo não pode ter direitos além dos direitos de seus membros individuais. Um grupo, como tal, não tem direitos. Um homem não pode adquirir novos direitos ao entrar em um grupo, nem perder os direitos que já possui. O princípio dos direitos individuais é a única base moral de todos os grupos ou associações.

Qualquer grupo que não reconheça este princípio não é uma associação, mas uma gangue ou quadrilha.

O conceito de “direitos coletivos”, de que direitos pertencem a grupos, não a indivíduos, significa que “direitos” pertencem a alguns homens, mas não a outros; que alguns homens têm o “direito” de dispor dos outros da maneira que prefiram – e que o critério para tal posição privilegiada consiste na superioridade numérica.

A noção de que “tudo o que a sociedade faz é correto porque a sociedade escolheu fazê-lo” não é um princípio moral, mas uma negação dos princípios morais e o banimento da moralidade das questões sociais.[1]

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Tradução de Hellen Rose.

Revisão de Matheus Pacini

Publicado originalmente em Ayn rand lexicon

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[1] Rand, Ayn. “Collectivized ‘Rights,’” The Virtue of Selfishness, p. 101