Grécia Antiga

O som do primeiro passo dado pelo homem registrado na história, o prelúdio para a entrada do produtor no cenário histórico, foi o nascimento da filosofia na Grécia antiga. Todas as culturas que a antecederam tinham sido governadas não pela razão, mas pelo misticismo: a tarefa da filosofia - a formulação de uma visão integrada do homem, da existência e do universo - era o monopólio de várias religiões que impunham sua visão pela suposta autoridade concedida por um conhecimento sobrenatural, ditando as regras que controlavam a vida dos homens. A filosofia nasceu em um período quando um nível considerável de liberdade política minava o poder do misticismo e, pela primeira vez, o homem era livre para enfrentar um universo desobstruído, para declarar que sua mente era competente para lidar com todos os problemas da existência, e que a razão era o seu único meio de conhecimento.[1]

 

A Grécia antiga iluminou séculos de misticismo escondido em templos escuros, e alcançou em três séculos o que o Egito não conseguiu em trinta: uma civilização essencialmente pró-homem e pró-vida. As conquistas dos gregos baseavam-se em sua confiança no poder da mente do homem - o poder da razão. Pela primeira vez, o homem buscou entender as causas dos fenômenos naturais e gradualmente substituiu a superstição pelos primeiros passos da ciência. Pela primeira vez, o homem procurou guiar sua vida pelo julgamento da razão ao invés de recorrer exclusivamente à vontade ou à revelação divinas.

Os gregos construíram templos para seus deuses, mas conceberam seus deuses como seres humanos perfeitos, rejeitando gatos, crocodilos e outras monstruosidades com cabeça de vaca normalmente consagrados e venerados pelos egípcios. Os deuses gregos personificavam abstrações como a beleza, a sabedoria, a justiça, a vitória, que são os valores humanamente adequados. Na religião grega, não há uma autoridade mística onipotente, nenhum tipo de clero. Os gregos tinham apenas uma vaga ideia de, e pouco interesse na vida após a morte. [2]

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Tradução de Carmen U.

Revisado por Matheus Pacini.

Publicado originalmente em Ayn Rand Lexicon

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[1] RAND, Ayn. For the New Intellectual, p. 22.

[2] SURES, Marie Ann. “Metaphysics in Marble,” The Objectivist, 12 de fev de 1969.