PRESTÍGIO

O desejo pelo não-merecido tem dois aspectos: o não-merecido em matéria e o não-merecido em espírito, (Por “espírito” quero dizer: a consciência do homem.) Estes dois aspectos estão necessariamente interrelacionados, mas o desejo de um homem pode ser focalizado predominantemente em um ou em outro. O desejo pelo não-merecido em espírito é o mais destrutivo dos dois e o mais corrupto. É o desejo pela magnitude não-merecida, é expresso (mas não definido) pela escuridão nebulosa do termo “prestígio”.

A grandiosidade não-merecida é tão irreal, tão neurótica em conceito, que infeliz que a procura não pode identificá-la: identificá-la é tomá-la impossível. Ele precisa de slogans irracionais e indefiníveis do altruísmo e do coletivismo para dar uma forma semi- plausível ao seu impulso anônimo e aricorá-lo na realidade — para sustentar sua própria autodecepçãó mais do que enganar suas vítimas. “O público”, “o interesse público”, “o serviço ao público” são os meios, as ferramentas, os pêndulos oscilantes da autohipnose daquele que vive a ânsia do poder.

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Publicado originalmente em Ayn Rand Lexicon.

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[1] RAND, Ayn. A Virtude do Egoísmo. Trad. de On Line-Assessoria em Idiomas. Porto Alegre: Ed. Ortiz/IEE, 1991. p. 113-114.