Roberto Rachewsky



Sobre os 30 anos da derrubada do Muro de Berlim!


O maior símbolo do socialismo foi, é e sempre será o Muro de Berlim. Símbolo que expõe o horror que é essa ideologia desumana. Tornou-se um símbolo do socialismo porque foi construído por seus defensores para promover exatamente o que o socialismo propaga: a falta de liberdade e a ausência dos direitos de propriedade.

A derrubada do símbolo não significou o fim do socialismo. Há pelo mundo, mesmo depois de vermos o que aquele muro escondia, os que defendam essa ideologia macabra.

A derrubada do Muro de Berlim ocorreu em 09/11/1989. O símbolo vivo da perversidade do socialismo se foi e, com isso, os povos submetidos ao regime soviético se libertaram. No entanto, o espírito do socialismo permanece assombrando o mundo livre.

Nos Estados Unidos, o socialismo continua a ser uma panaceia para muitas pessoas. Na América Latina, onde o gosto por ditaduras é histórico, o socialismo encontrou terra fértil e desde a derrubada do Muro de Berlim, as ideias marxistas varreram o continente do Rio Grande, no México, a Ushuaia, na Argentina.

No século XX, todas as formas de socialismo foram tentadas. O comunismo na União Soviética, na China, em Cuba, no Camboja, entre outros, produziu miséria e cadáveres sem precedentes; o fascismo no Japão, na Itália, na Espanha, no Brasil, na Argentina, bem como o nazismo de Hitler, entre outros, levaram a guerras, opressão e dezenas de milhões de mortos; a social-democracia foi uma tentativa mais amena de conciliar liberdade individual com dirigismo estatal, porém criou sociedades com economias mistas nas quais os indivíduos são escravos do estado e sua missão é sancionar a própria escravidão agindo como títeres no sistema democrático para escolher representantes tão populistas e demagógicos quanto eram os tiranos dos governos autocráticos.

O resultado de todas essas tentativas é um retumbante fracasso, o ser humano é tomado como parte de uma engrenagem na qual sua identidade é descaracterizada para ser confundida com uma máquina, uma peça descartável sem vida, sem alma, sem autointeresse, cuja felicidade está condicionada não à busca de atender seus próprios propósitos, mas supostamente às demandas impostas pela sociedade da qual faz parte, conforme determina o governo através daqueles que estão manipulando os cordões dos fantoches.

Ainda no século XX, a luta por liberdade conseguiu conter as forças do mal. Milhões, bilhões de indivíduos encontraram mais oportunidades para viver suas vidas como preferiam fazer. O mundo se integrou, a tecnologia facilitou a vida de todos, a miséria despencou, mas o fantasma do socialismo continua solto aproveitando a fé e o emocionalismo que também caracterizam os seres humanos.

O socialismo, a opressão, o ressentimento, o parasitismo fazem e continuarão fazendo parte da nossa história. Isso serve não para desistirmos da luta por liberdade, mas para intensificar a defesa das ideias que pregam que os seres humanos precisam de instituições objetivas que defendam com vigor o direito que todos temos à nossa vida, liberdade e propriedade, a fim de buscarmos o que faz essa experiência existencial única valer a pena, a nossa própria felicidade como quisermos que ela seja.

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Revisado por Matheus Pacini.

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