Por que defender o socialismo é defender a escravidão (e pior)

O socialismo, por definição, é a propriedade estatal dos meios de produção. Terras, empresas, fábricas, indústrias, instalações industriais, maquinários, ferramentas, caminhões, tratores, computadores etc. — ou seja, tudo que sejam bens de capital — pertecem ao estado.

Dado que todo trabalho requer o uso de meios de produção, então, sob o socialismo, o governo é o empregador monopolista universal.

Todos são forçados a trabalhar para o governo. Todo indivíduo é escravo do governo.

Por não haver nenhuma concorrência entre patrões, o nível natural de salários sob o socialismo é o de subsistência mínima (o salário médio em Cuba é de 29 dólares por mês; na Venezuela, após um grande reajuste, o salário mínimo foi elevado para quase 5 dólares por mês).

E, mesmo que tivesse as condições, um estado socialista sempre tem algo mais importante para atender do que o padrão de vida de seus cidadãos.

O ideal moral do socialismo é “de cada um de acordo com suas capacidades, para cada um de acordo com suas necessidades”. No entanto, dado que a capacidade de oferta sempre será limitada e dado que a necessidade demandada sempre será ilimitada, o socialismo, na prática, proclama que o seu mundo ideal é um mundo de escassez ilimitada, no qual quem obterá o que e quando será determinado estritamente pela força bruta e arbitrária.

Isso inclui o estado estipular quem trabalhará com o quê, onde e em que medida. No socialismo, todo indivíduo é uma ferramenta passiva do governo, esperando que lhe digam o que fazer, como fazer e onde fazer.

A natureza do socialismo é revelada em sua adesão à proposição de que o indivíduo é apenas o meio para os fins da sociedade.

E dado que a “sociedade” não tem uma existência real separada dos indivíduos que a compõem, o que isso realmente significa é que o indivíduo será o meio para aqueles fins profetizados pelos governantes da sociedade.

E o que isso significa é simplesmente que o indivíduo é o meio para os fins dos governantes.

A escravidão sob o socialismo é a pior forma de escravidão. Um escravo é propriedade do estado, e não de qualquer indivíduo privado, o qual vivenciaria como seu prejuízo o ferimento ou a morte do escravo. Sob o socialismo, a vida e o bem-estar do escravo não têm valor. Por isso, milhões são dizimados.

Sendo assim, o socialismo começa na escravidão e termina no genocídio.

Por tudo isso, não importa quão bonito e simpático seja o seu discurso: o fato é que, sempre que você ouvir um socialista ou falar com um socialista, saiba que está lidando com alguém que busca escravizá-lo e que é cúmplice de um possível assassinato em massa.

O verdadeiro altruísmo

Em uma sociedade capitalista, os meios de produção estão em mãos privadas. Consequentemente, e por mais paradoxal que pareça, eles servem aos diretamente aos indivíduos consumidores.

Quem se beneficia fisicamente das fábricas e indústrias são todas aquelas pessoas que compram seus produtos. Por isso, para uma pessoa prosperar no capitalismo, ela tem necessariamente de atender os desejos e necessidades de terceiros.

Sob o capitalismo, o que um homem ganha não representa a perda de um outro, mas sim o ganho de outros.

O indivíduo só conseguirá se beneficiar a si próprio ganhando dinheiro que ele recebe de outros que voluntariamente adquiriram seus bens e serviços, e que, por isso, valorizaram mais os bens e serviços oferecidos do que o dinheiro que gastaram para adquirí-los (se não fosse assim, não gastariam o dinheiro na aquisição destes produtos).

E estes outros que adquiriram seus produtos, por sua vez, obtiveram seu dinheiro beneficiando terceiros em um valor maior do que estes lhe pagaram (caso contrário, não teriam feito a transação econômica).

E assim por diante, até o primeiro dia desta cadeia de trocas voluntárias.

Por isso, o capitalismo é um sistema de cooperação social voluntária no qual cada indivíduo só conseguirá melhorar o seu padrão de vida se ele melhorar o padrão de vida de terceiros. Só prospera quem souber criar valor e levar prosperidade para terceiros.

O capitalismo, com efeito, entrega aquilo que o altruísmo alega oferecer: o trabalho de um indivíduo beneficia vários outros. E ele consegue isso pela força do interesse próprio e não pela força física e pela iniciação de violência contra inocentes.

Já o socialismo é o exato oposto. Sob o socialismo, a prosperidade é proibida. E punida. Todos devem ser igualmente destituídos. Só irá prosperar aquele que estiver no comando deste arranjo.

Socialismo o oposto de planejamento — e sinônimo de tirania

É um erro dizer que o socialismo é um sistema de planejamento econômico. Ao contrário: o socialismo é um sistema de proibição de todo e qualquer planejamento econômico.

Sob o socialismo, todos aqueles que não sejam membros do Comitê de Planejamento Central são proibidos de fazer planos econômicos.

O planejamento de um sistema econômico está além do poder de qualquer ser que tenha a mínima consciência de suas capacidades mentais: o número, a variedade e a localização dos distintos fatores de produção, as várias possibilidades tecnológicas a que eles podem ser submetidos, e as diferentes permutações e combinações possíveis de tudo aquilo que pode ser produzido por eles são variáveis que estão muito além do poder mental de qualquer gênio; são impossíveis de serem mantidas sob controle de poucas mentes planejadoras.

Um genuíno planejamento econômico requer a cooperação de todos que participam do sistema econômico.

Por isso, o planejamento econômico pode existir somente sob o capitalismo, um sistema no qual, a cada dia: empreendedores planejam tendo por base os cálculos de lucros e prejuízos; os trabalhadores planejam tendo por base os salários; e os consumidores planejam tendo por base os preços dos bens de consumo.

Diariamente, há inúmeros empreendedores planejando expandir ou reduzir suas empresas; planejando introduzir novos produtos ou suspender antigos; planejando abrir novas filiais ou fechar algumas existentes; planejando alterar seus métodos de produção ou continuar com seus atuais; planejando contratar novos empregados ou demitir alguns atuais.

E, também diariamente, há inúmeros trabalhadores planejando aprimorar suas habilidades, mudar de ocupação ou de lugar de trabalho, ou continuar exatamente como estão.

E há também consumidores, que diariamente planejam comprar imóveis, carros, eletroeletrônicos, carnes ou sanduíches, além de também planejarem como melhor utilizar os bens que já possuem — por exemplo, se devem ir para o trabalho de carro ou utilizar ônibus, taxi ou Uber.

Acima de tudo, cada empreendimento, ao buscar lucros e ao tentar evitar prejuízos, é levado a planejar suas atividades de uma maneira que não apenas sirva aos planos de seus próprios clientes, como também sirva aos planos de todo o sistema econômico — pois tal empreendimento, ao fazer seus cálculos de preços, leva em conta os planos de todos os outros usuários dos mesmos fatores de produção que serão utilizados por esse empreendimento.

Portanto, sob o capitalismo, todos os indivíduos estão diariamente planejando. E isso traz racionalidade e, acima de tudo, liberdade ao sistema econômico.

O funcionamento bem-sucedido de um sistema econômico, portanto, depende do pensamento e do planejamento de todos os seus participantes, cujos planos individuais distintos são harmonizados, coordenados e integrados pelo sistema de preços livres.

Já o socialismo, ao abolir a propriedade privada, abole o sistema de preços (é impossível haver preços de mercado sem propriedade privada) e a divisão intelectual do trabalho (sem propriedade privada, ninguém se especializa, pois os ganhos obtidos pela especialização serão confiscados).

Isso significa a concentração e a centralização de todas as tomadas de decisão nas mãos de uma única agência: o Comitê de Planejamento Central, sob controle de um Ditador Supremo.

Ao eliminar os incentivos gerados pelo sistema de lucros e prejuízos, junto com a liberdade de concorrência e a propriedade privada dos meios de produção, o socialismo impossibilita por completo o cálculo econômico, a coordenação econômica e, consequentemente, todo o planejamento econômico.

Assim, o socialismo, ao centralizar todas as decisões econômicas em um comitê central formado por um punhado de burocratas, inevitavelmente resulta em caos econômico.

Ao entregar a um punhado de burocratas do governo o monopólio intelectual sobre o pensamento e o planejamento necessário para o bom funcionamento de um sistema econômico, o socialismo comete um erro comparável ao de substituir milhões de cérebros livres por apenas um punhado de cérebros de burocratas. Ele exige que as pernas dos burocratas sejam capazes de carregar todo o peso da humanidade.

Isso não é progresso, como afirmam os progressistas, mas destruição. É a supressão intencional e forçada do pensamento e do planejamento, o que só pode resultar em escravidão e destruição. Os socialistas, que se autodenominam “progressistas”, em sua coercitiva supressão do pensamento e do planejamento, representam apenas um regresso (ou retrocesso) aos nossos ancestrais selvagens.

Quando destituída de toda a sua charmosa retórica, tudo o que socialistas defendem é o uso de força e da violência para conseguir o que querem: confiscar a propriedade alheia e então obrigar terceiros a trabalhar para alimentá-los.

E os que se recusarem a aceitar isso são mortos.

Por isso, escravidão e genocídio é a linha cronológica de todo regime socialista. E ladrões, escravizadores, torturadores e assassinos são a real descrição de um socialista, mesmo que ele genuinamente não saiba.

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Publicado originalmente em Instituto Mises Brasil.

Revisado por Matheus Pacini.

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