Objetivismo Brasil - A Filosofia de Ayn Rand em Português.

O que Barack Obama pensa sobre Ayn Rand?

Na edição de 8 de novembro de 2012 da revista Rolling Stone, Obama nos contou o que pensa das ideias de Ayn Rand. Uau, que surpresa… ele é contrário a todas elas!

P: “Você já leu Ayn Rand?”

Obama: “Claro”.

P: “Em sua opinião, qual seria o impacto da obsessão de Paul Ryan pelo trabalho dela, caso ele fosse eleito vice-presidente?”

Obama: “Bem, você deveria perguntar a Paul Ryan. Ayn Rand é uma daquelas coisas que muitos de nós lemos aos 17 ou 18 anos quando nos sentíamos incompreendidos. Então, à medida que amadurecemos, percebemos que num mundo onde pensamos apenas em nós mesmos (e em ninguém mais), onde consideramos nosso desenvolvimento pessoal como sendo mais importante do que nossos relacionamentos com os outros e que a garantia de que todos tenham uma oportunidade… essa é uma visão muito estreita. Não creio que essa visão descreva o que há de melhor na América. Infelizmente, parece que, às vezes, essa visão de sociedade “cada um por si” toma conta de grande parte do Partido Republicano.”

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Essa última afirmação está correta em partes. Ayn Rand defende uma sociedade onde existe o “cada um por si”, se por isso ele quer dizer uma sociedade livre e individualista. Como Yaron Brook e eu comentamos na Forbes:

“O que tornou grandiosa a nação americana foi ela ter sido a primeira da história onde as pessoas tiveram que tomar as rédeas de sua própria vida.”

Retrocedamos alguns milhares de anos, até a época em que todos os aspectos da vida humana eram controlados pela tribo. Não era possível ter uma vida independente, nem escolher as próprias ideias, valores ou destino. Você pertencia ao grupo. Por sua vez, o grupo lhe concedia certo grau de proteção, contanto que você obedecesse às suas ordens, permanecesse em seu lugar e atendesse às suas necessidades, você teria acesso a algumas sobras de comida (quando havia comida para repartir, é claro).

A história da liberdade é a história de como o indivíduo se tornou independente da tribo. Ayn Rand fez essa observação: “a civilização é o avanço de uma sociedade em direção à privacidade. O selvagem tem uma vida pública, regida pelas leis de sua tribo. A civilização é o processo de libertar o homem dos homens.”

Os pais fundadores deram um passo decisivo nesse processo, declarando que o coletivo não tem nenhum direito sobre você; que o governo existe apenas para proteger os direitos individuais à vida, à liberdade, à propriedade e à busca da própria felicidade. Os desejos e as necessidades dos outros não são sua responsabilidade.

O corolário disso é que você e apenas você era responsável por satisfazer seus próprios desejos e necessidades. Você era responsável por desenvolver o conhecimento, as habilidades e o caráter necessários para se sustentar. Você era responsável pela educação de seus filhos. Era possível pedir ajuda aos outros… mas não exigindo-a como um direito. Você era responsável por si próprio.

Os americanos se acovardaram frente à fusão dos valores de liberdade e responsabilidade? Pelo contrário, durante os séculos XVIII e XIX, a grande maioria deles abraçou feliz os desafios da vida, prosperando nesse novo sistema. As pessoas não fugiram dos Estados Unidos: fugiram para os Estados Unidos. Muitos chegaram aqui pobres mas com ambição, dispostos a construir suas vidas em um país que lhes ofereceu a única coisa que realmente queriam: um caminho sem obstáculos.

É claro, os americanos não se comportaram como lobos solitários, da forma insinuada por Obama. Os americanos livres desenvolveram redes complexas de associação baseadas em acordos voluntários: uma divisão do trabalho sem precedentes – capitalistas, empresários e trabalhadores unidos para a criação de riqueza em escala industrial – foi o resultado dessa nova liberdade que acabavam de encontrar.

Longe de tornar as pessoas incapazes de pagar por necessidades básicas, foi esse sistema de cooperação voluntária que permitiu às massas pagar pelos luxos modernos: por exemplo, carros, micro-ondas e ar-condicionado, coisas que os homens mais ricos do passado não possuíam.

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Traduzido por Vêronica Ferrari Cervi.

Revisado por Matheus Pacini.

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