Roberto Rachewsky



Mentes inovadoras versus mentes corporativistas


Enquanto os inovadores, aqueles que criam valor para a sociedade no intuito de criarem valor para si, surpreendem-nos com coisas geniais que brotam das suas mentes, os corporativistas, com medo da tecnologia e da competição que aprimora métodos e resultados, reduzindo custos e sofrimentos, tentam se agarrar ao atraso para conservarem a sociedade num passado já superado.

Impedir que o desenvolvimento tecnológico invada seus mercados é desejo dessa gente incapaz de investir no próprio aprimoramento, seja por pura preguiça ou por mera incompetência. Essa legítima vanguarda do atraso sequer sente vergonha ao recorrer ao governo para impor leis ou normas supralegais para alcançar seus intentos.

Tenho visto dezenas de médicos, por exemplo, reclamando dos avanços da telemedicina, certamente algo que irá mudar paradigmas e atropelará como um rolo compressor os que não buscarem atualização técnica para se manterem competitivos nesse mundo em transformação.

Não adianta ficar reclamando da velocidade das mudanças ou do caminho que estamos trilhando: ou as pessoas se ligam e se conectam aos avanços trazidos pela inovação tecnológica ao seus respectivos mercados, ou lhes restará ficar como criança mimada chorando sobre o leite derramado.

 

O desenvolvimento tecnológico está sempre à frente do desejo regulatório dos políticos e dos paladinos da estagnação. É por isso que os criativos empreendedores e inovadores que atuam nesse mercado gozam de liberdade para produzir o que a sociedade ainda não sabe que precisa.

Querer barrar a oferta de novos produtos, tecnologias ou serviços é um atentado contra a humanidade, um crime hediondo que só pode ser orquestrado nas mentes mais obscuras e perversas. Para ganharem um pouco mais com a sua incapacidade técnica, deixam de lado a moral e não hesitam em sacrificar os outros com sua ideologia altruísta.

Há séculos que a humanidade testemunha os ganhos impressionantes advindos do progresso tecnológico. Bilhões de pessoas têm deixado a linha da pobreza para trás porque a Revolução Industrial, e mais recentemente a Revolução Digital, têm produzido abundância e riqueza.

Todas as previsões de que a tecnologia acabaria com os empregos se mostraram falsas. O que se vê é uma mudança no emprego dos talentos e da capacidade laboral dos seres humanos. A revolução agrícola fixou o homem quando antes ele era nômade, a revolução industrial o levou para as cidades e a revolução digital permite-nos fazer o que quisermos, onde estivermos, com quem desejarmos, na hora que entendermos mais apropriada. Ou seja, estamos nos libertando gradualmente das limitações impostas pela natureza. Agora, para comandá-la, é preciso saber obedecê-la.

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Publicado originalmente em Instituto Liberal.

Revisado por Matheus Pacini.

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