Gustavo Lopez Almenara Ribeiro



Existe progresso sem liberdade?


Nos últimos anos, tem crescido a participação popular na política. Isso se deve ao fato dos fracassos sucessivos de gestão dos governos anteriores, marcados por crises econômicas, escândalos de corrupção e recordes de desemprego, um verdadeiro antiprogresso. No entanto, assim como o Brasil, muitas nações já passaram por momentos semelhantes em sua história. E não é coincidência o fracasso recente de países como Argentina, Cuba e Venezuela, que adotaram um modelo intervencionista e coletivista com foco no “bem comum” Por que esse modelo não gera progresso? Pensar no coletivo é pior do que pensar no indivíduo? Como a minha liberdade pode gerar progresso?

Como resultado dessas políticas populistas e intervencionistas, segundo a Heritage Foundation e a ONU, o Brasil está na 153ª posição no Ranking de Liberdade Econômica, atrás de Camarões e Serra Leoa, e na 79ª colocação no Índice de Desenvolvimento Humano. Essas posições, somadas aos 14 milhões de desempregados, evidenciam claramente que, sem liberdade, não há progresso. Segundo Adam Smith, considerado o pai da economia moderna, a liberdade econômica é condição indispensável para a liberdade política. Ao possibilitar a cooperação livre de coerção e intervenção entre as pessoas, essa liberdade reduz a área de atuação do poder político. Nos últimos anos, tivemos um governo paternalista com uma visão de servir à população, sacrificando uns para ajudar os outros. O governo do PT assumiu a tarefa em nome da segurança e da igualdade, com políticas voltadas para regular as atividades de produção e, por conseguinte, o progresso.

Quando falamos de liberdade individual, defendemos o direito do homem à ação, à sua própria escolha, à iniciativa e à propriedade privada. Isso implica que os governos deveriam se limitar à proteção da liberdade de cada indivíduo. Por sua vez, o coletivismo prega a submissão do indivíduo a um grupo, classe, raça ou país. Quando delegamos a responsabilidade por nossa vida a um planejador central, afirmamos que  ele sabe o que é melhor para cada indivíduo. A liberdade individual nos permite buscar a felicidade e a prosperidade com base em nosso próprio esforço.

Ao buscar uma semelhança para os insucessos que ocorreram em diversos países, Acemoglu e Robinson, autores do livro Por que as nações fracassam, elencaram o modelo de políticas extrativistas como fator determinante do fracasso delas. Essas políticas são conhecidas por extrair renda e riqueza de um segmento da sociedade para beneficiar outro, e por manter condições desiguais de atuação econômica e insegurança quanto à garantia da propriedade privada e à imparcialidade do sistema jurídico. Tudo isso para garantir o bem de todos. Essas políticas não estimulam um ambiente propício ao desenvolvimento; pelo contrário, geram desconfiança ao empreendedor e desequilibram o mercado. Quando olhamos para a iniciativa privada, os exemplos de liberdade e progresso ficam mais claros.

Para o economista francês Bastiat, não existe outra forma de buscar a prosperidade, senão por meio da luta incansável pela liberdade. Ele define liberdade como o conjunto de todas as liberdades, de consciência, ensino, associação, imprensa, locomoção, trabalho e iniciativa. É o franco exercício, para todos, de todas as faculdades inofensivas. É a destruição de todos os despotismos e a diminuição das leis, cuja única função é regularizar o direito individual de legítima defesa ou de combate à injustiça. Ao procurar na história os motivos de ascensão e queda de uma nação, torna-se claro que só existe uma fonte para o progresso: o indivíduo e sua ação. Segundo a escritora Ayn Rand, o declínio da liberdade de um país é o declínio da sua prosperidade.

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Revisado por Bill Pedroso e Matheus Pacini.

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