Roberto Rachewsky



Choque de realidade leva à felicidade


Esse texto é metafórico, pois não o produzi com o desejo de que se tornasse um breve ensaio científico, mas que há verdades nele contidas, não tenho dúvidas de que há.

Muitas pessoas gostam de ouvir aquilo que reforça suas crenças, mesmo que o transmitido não seja verdadeiro.

A informação é capturada pelo sistema perceptivo, pelos olhos ou ouvidos, chega até o sistema cognitivo, transforma-se ilusoriamente em conhecimento e desencadeia algo parecido com a produção de serotonina que dá ao crente uma autoimagem de que é onisciente, onipotente e, por isso tudo, faz ele se sentir alguém muito importante.

A sensação de prazer que o crente experimenta, quando aquilo em que ele acredita é de alguma maneira corroborada, mesmo que nada do que ele está introjetando seja verdadeiro, deve ser uma sensação equivalente a de um drogado.

O vício que mantém alguém submisso à sua crença dogmática é o mesmo que submete alguém à dependência no uso de drogas.

A busca do prazer efêmero no irreal, na ilusão, na fantasia, na evasão só pode ser contida com um tratamento de choque: o choque de realidade.

O choque de realidade que desilude resulta na necessidade de se ter que lidar com sensações deprimentes como o desencanto, a vergonha, a humildade, a desesperança e a humilhação.

São essas sensações que apontam ao nosso novo estado da alma, o estado de uma alma liberta.

Nesse caso, a libertação da alma nesse caso não tem nenhuma conotação mórbida. Pelo contrário: nesse caso é a nossa libertação em direção à realidade e à verdade é o real e verdadeiro caminho em direção à vida.

Choques de realidade doem com a desilusão que produzem, mas, ao mesmo tempo, liberam endorfinas que aliviam a dor experimentada na alma no período de transição e superação do vício da dependência da ilusão, do irreal e da fantasia.

Com a expansão da consciência em direção à realidade, à verdade e à vida, percebemos e refletimos sobre a necessidade existencial de cuidarmos dos nossos próprios interesses com aquilo que a natureza e os outros seres humanos nos propiciam.

Chega a hora da dopamina, hormônio que nos estimula a criar metas, alcançar objetivos, usar a nossa liberdade para desenvolver com a criatividade e o trabalho aquilo que irá satisfazer nossos propósitos em nossa incessante, mas necessária, busca da felicidade.

A felicidade real e verdadeira, autossustentável, palpável e concreta demonstra não haver dicotomia entre corpo e mente, entre o físico e o espírito.

A sensação que a felicidade real e verdadeira produz é tão boa que se equipara às descargas de ocitocina e, talvez, isso desenvolva o interesse em quem criou valor suficiente para se sentir feliz para criar valor também para os outros, para compartilhando oportunidades.

Choque de realidade é o primeiro passo em direção à liberdade e à felicidade que todos nós desejamos.

Fora disso, crenças, ilusões, evasões manterão o corpo e a mente aprisionados aos dogmas dos bárbaros feiticeiros e dos brutos.

Ah! Antes que me esqueça, crente aqui não se refere apenas a quem é religioso, mas principalmente a quem acredita em seitas seculares como a marxista.

Crenças, aqui, devem ser entendidas como construções racionalistas de caráter religioso ou secular que desafiam a realidade e a lógica por falta de evidências de sua existência ou pela existência de incoerências intrínsecas que impedem que elas possam, até remotamente, ser consideradas verdadeiras fora do ambiente mental em que estão inseridas.

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Revisado por Matheus Pacini.

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