Bill Pedroso



Breve comentário sobre o filme 'Clube da Luta'


“As coisas que você possui acabam possuindo-o”. Essa frase ficou martelando em minha mente desde o dia que assisti ao filme Clube da Luta, mais de 10 anos atrás.

Apesar de brilhante em termos de estilo, o conteúdo do filme é muito questionável: de certa forma, a obra prega o anarquismo, e romantiza a doença mental. No entanto, como ocorre com diversas obras naturalistas, existe ouro a ser garimpado na lama - e a frase inicial do texto é uma dessas pepitas.

Valores não são “pedaços de felicidade” flutuando num mar de inação - todo e qualquer valor tem um custo de manutenção. Até um valor aparentemente “grátis” como o de sentir o sol em sua face em uma manhã de domingo custa o tempo improdutivo que você passa aproveitando o sol.

Após identificar o valor de algo e o custo para obtê-lo, é fácil ignorar o custo para mantê-lo, isto é, o contexto em questão. De forma mais concreta, uma casa maravilhosa que você tem dinheiro bastante para comprar pode não parecer tão maravilhosa quando você considera o seu custo anual de manutenção - e o contexto adequado de para valorar é o seu bem-estar no longo prazo.

É importante se certificar de que você é dono de sua propriedade, e não o contrário: de que o valor de um bem específico é maior do que o custo - não apenas monetário - de mantê-lo. Essa é uma valoração especialmente complicada, dado que o valor de algo no curto prazo geralmente é mais óbvio do que o seu custo no longo prazo.

Um grande homem um dia me disse “Se você ganha R$5.000 por mês, viva como alguém que ganha R$3.000”. Essa parece ser uma boa regra prática para evitar grandes problemas. Na dúvida, permita-se ter uma boa diferença entre o quanto você possui e o custo de sua vida - a liberdade é impagável.

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Revisado por Matheus Pacini.

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