Roberto Rachewsky



A questão é lutarmos contra o uso indevido da coerção


Quando Ayn Rand diz que a questão não é quem vai nos permitir, mas sim quem vai nos impedir, ela está tratando, entre outras coisas, de livre iniciativa, maximização de oportunidades, inclusão social e realização de propósitos.

Homens absolutamente livres, que não sofrem nem iniciam ações coercitivas, são totalmente capazes de exercer seu máximo potencial para criarem o que quiserem e puderem, recebendo, em troca, a devida retribuição de acordo com o seu mérito.

Ausência de coerção significa que cada indivíduo está desimpedido para agir segundo o seu pensamento na aplicação de suas virtudes, conhecimento e habilidades à criação das condições necessárias para que possa usufruir dos resultados de suas ações, superando os desafios impostos apenas pela sua própria existência.

Dadas as limitações que cada um de nós possui para esse enfrentamento é que surgem oportunidades adicionais como a cooperação para criação marginal de valor em benefício mútuo através da troca de conhecimentos, bens ou serviços que não possuímos de maneira alguma ou em quantidade suficiente por incapacidade ou falta de interesse de obtê-los por nossa própria conta.

Esse processo de cooperação voluntária e espontânea chama-se livre mercado e, quanto mais livre é o processo de mercado, maiores são as oportunidades e o valor agregado naquela sociedade, beneficiando a todos os que nela resolvem se integrar.

Então, voltamos ao início: a questão não é lutarmos por permissão, a questão é lutarmos contra os que querem nos impedir de sermos felizes à nossa maneira através do uso indevido da coerção.

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Publicado originalmente em Instituto Liberal.

Traduzido por Matheus Pacini.

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