Objetivismo Brasil - A Filosofia de Ayn Rand em Português.

10 técnicas de oratória

Saber fazer uma boa apresentação pode ajudar no desenvolvimento de projetos, auxiliar no crescimento da própria empresa e, claro, impactar a sociedade: não se muda o mundo calado.

Como dizia o romancista Victor Hugo, “as palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade”. Há estratégias para se adotar em um discurso a fim de incrementá-lo. Aqui estão dez técnicas de oratória para lhe ajudar em apresentações e debates.

  1. Tenha segurança no conteúdo

Boa parte do receio de falar em público se dá em virtude da insegurança em relação ao conteúdo a ser apresentado. Muito estudo e treino ajudam na construção da consistência.

Ter total conhecimento sobre o assunto abordado é imprescindível para ter uma boa oratória. Porém, o nervosismo pode lhe atrapalhar, fazendo-o esquecer o que tem a dizer.

Portanto, elabore um roteiro de apresentação contendo os principais tópicos a serem abordados e treine bastante.

  1. Postura de confiança

Explore o espaço físico do palco, olhe para as pessoas enquanto fala – uma das técnicas mais importantes de oratória. Ao fazer isso, você transmitirá confiança e fará com que o ouvinte se relacione com o que está sendo dito.

Quando todos olham para o orador e ele não retribui o olhar, a conexão esfria e o interesse se perde. Mas lembre-se: não encare. O ideal é percorrer o olhar da plateia para que todos possam se sentir incluídos. Interagir com o público é uma boa forma de prender atenção, mas evite exageros.

Ao longo das apresentações, pode-se, gradualmente, ir construindo “marcas registradas” de postura e posicionamento: ao se criar uma identidade, a tendência é atrair mais a atenção do público.

E, claro, jamais diga que está nervoso, mesmo que seja o caso. Afinal, seu alerta pode chamar atenção para pequenos problemas que o público não havia identificado e percebido até então. Além disso, tira o foco da apresentação.

  1. Expressões faciais

Além do conteúdo exposto, gestos e expressões faciais podem colaborar para persuadir o público. Mas cuidado: é preciso que suas expressões sejam coerentes com o que se diz e com a importância do que está sendo falado em cada momento.

Há algumas expressões que, por transmitirem descontrole emocional, podem jogar contra o locutor porque pecam contra a persuasão e, por isso, devem ser evitadas. Mais notadamente, a ira, a raiva e o medo, pois demonstram insegurança.

Em especial em debate, é preciso transmitir segurança e confiança, e as expressões faciais podem ser utilizadas de forma estratégica. Se for equilibrado, transmitir desprezo durante alguma fala específica do oponente pode deixá-lo nervoso também.

Por fim, demonstrar calma, felicidade e alegria, sorrir pode ajudar na construção de uma fala mais persuasiva. Porém, cuidado: nada disso pode ser desproporcional ou fora de contexto.

  1. Sintetize o que vai dizer

Menos é mais. Sempre. Fazer uso de um discurso longo e com muitos detalhes (muitas vezes com digressões irrelevantes) não é uma boa ideia de oratória. Isso fará com que o público perca o interesse pelo assunto.

O ideal de uma boa oratória é ser objetivo e claro. A intenção é fazer com que os ouvintes entendam a mensagem e se convençam do que está sendo dito.

  1. Faça pausas

É preciso dar tempo para que as pessoas internalizem o que ouviram, especialmente em momentos mais importantes e de maior impacto da apresentação.

Falas muito aceleradas podem confundir as ideias e diminuir o impacto do que tem sido dito.

Falar devagar e com algumas pausas em momentos chaves empodera a fala. Contudo, isso precisa ser feito de forma qualificada e espontânea.

  1. Evite vícios de linguagem

“Né?”, “ok?”, “entendeu?” “tipo assim”, entre outras, são expressões que não agregam valor à apresentação e precisam ser evitadas durante a oratória: transmitem falta de preparo, baixa confiança e, portanto, perde-se o poder da persuasão, além de tornar o discurso chato e repetitivo.

  1. Conte histórias

Esboçar o que vem sendo dito com histórias dão vida e sentimento à situação, além de gerar reflexões subjetivas e pessoais.

Elas podem ser marcantes no sentido de que, eventualmente, o público pode esquecer alguns dos conceitos abordados, mas não as histórias contadas.

Assim, são uma forma de incrementar a oratória e de se conectar com o público.

  1. Use humor e emoção

Do mais pessimista ao mais maduro: todos sorriem e se emocionam (mesmo que, no caso dos pessimistas, o sorriso seja por deboche).

Porém, ao buscar gerar empatia, fuja dos clichês e não seja apelativo para que a ideia não seja forçada. Além disso, a palestra em si não pode ser calcada apenas em emoção e no humor, pois põe em risco a própria credibilidade.

  1. Conheça seu público

A depender do público, pode-se adaptar a oratória, o discurso e a linguagem.

Em uma apresentação na empresa, a fala mais formal é desejável; porém, se a plateia for composta por adolescentes e um público mais jovem, o discurso informal e bem-humorado tende a ser mais atrativo.

  1. Feche com um gran finale

Uma apresentação bem sucedida é aquela que acompanha o público mesmo depois que ele sai do local do evento, isto é, que provocará reflexões posteriores. Um desfecho bem feito fecha a fala com impacto. Nada de concluir com “é isso aí”.

Pode ser remetendo a um quote relacionado ao que for dito, utilizar o esquema “ou fazemos XYZ, ou a consequência será tal” ou ainda resumir brevemente o que foi dito.

Não se esqueça de agradecer ao final para dar o timming das palmas do público.

Por fim

Não há receita de bolo para apresentações: criatividade é a ordem do dia.

De toda sorte, melhorar a oratória é questão de prática. Apresentar-se diante do espelho é uma boa estratégia; filmar discursos e posteriormente analisar os pontos de melhoria, idem. Te dará maior confiança durante a fala e melhor oratória.

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Revisado por Roberta Contin e Matheus Pacini.

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