NAÇÕES UNIDAS (ONU)

Do ponto de vista psicológico, a ONU contribuiu muito para a pântano cinza da desmoralização – cinismo, desespero, ressentimento medo e culpa imerecida – que está engolindo o mundo ocidental. Mas o mundo comunista obteve sanção moral, um selo de respeitabilidade civilizada do mundo ocidental – ele obteve a assistência do Ocidente para enganar suas vítimas – conquistando o status e o prestígio de um parceiro igual, assim estabelecendo a noção de que a diferença entre direitos humanos e carnificina é tão só uma diferença de opinião política.

O objetivo declarado dos países comunistas é a conquista do mundo. O que eles têm a ganhar na colaboração com países (relativamente) livres são os recursos materiais, financeiros, científicos e intelectuais desses; os países livres nada têm a ganhar com os países comunistas. Portanto, a única forma de política comum ou acordo possível entre as duas partes é a política de proprietários que fazem concessões graduais a um bandido armado em troca de sua promessa de não roubá-los.

A ONU entregou grande parte da superfície e da população do planeta à União Soviética do que a Rússia jamais poderia conquistar por força armada. O tratamento concedido à Katanga versus o tratamento concedido à Hungria é um exemplo suficiente das políticas da ONU. Uma instituição supostamente formada com o propósito de usar o poder unido do mundo para parar um agressor tornou-se o meio que permite o uso do poder unido do mundo para forçar a rendição de um país inocente após o outro ao poder do agressor.

Que outro resultado se poderia esperar de um “experimento em colaboração? O que esperar de um comitê de combate ao crime cujo conselho de administração incluía grandes criminosos e ditadores da comunidade global?[1]

 

Quando uma instituição alcança o grau de corrupção, cinismo descarado e desonra em sua vergonhosa história, o mero fato de discuti-la implica que seus membros e apoiadores podem ter cometido um erro inocente sobre a sua natureza. Infelizmente, não há dúvidas quanto à monstruosidade que ela representa na medida em que, ao invés de seguir seu propósito de evitar guerras ao unir o mundo contra qualquer agressor, proceda a se unir ao agressor contra qualquer vítima de agressão.[2]

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Tradução de Matheus Pacini

Publicado originalmente em Ayn Rand Lexicon

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[1] RAND, Ayn. Capitalism: The Unknown Ideal. p. 148

[2] RAND, Ayn. The Ayn Rand Letter. p. 14, 1.