HUMILDADE

“Não há covarde mais desprezível do que o homem que abandonou a batalha pela sua própria felicidade, temendo afirmar seu direito à existência, faltando-lhe a coragem e a lealdade à vida que têm uma ave ou uma planta que procura o sol. Joguem fora os trapos que protegem o vício a que vocês chamam virtude: a humildade. Aprendam a valorizar-se a si próprios, ou seja, a lutar pela sua felicidade. E, quando tiverem aprendido que o orgulho é a soma de todas as virtudes, vocês aprenderão a viver como homens.”[1]

A humildade e a prepotência são sempre duas faces da mesma premissa, e sempre partilham a tarefa de preencher o espaço deixado pela autoestima em uma mentalidade coletivizada. O homem que está disposto a servir como meio para os fins dos outros, necessariamente verá os outros como meios para “seus” fins.[2]

A auto-humilhação é a antítese da moralidade. Se um homem agiu imoralmente, mas se arrepende e quer se redimir de seu erro, não é a auto-humilhação que o move, senão um resto de amor por valores morais; e não é a auto-humilhação o que expressa, senão uma ânsia por recuperar a sua autoestima. Humildade não é reconhecer as suas falhas, senão uma negação da moralidade. “Eu não sou bom”, é uma afirmação que pode ser pronunciada só no tempo passado. Dizer: “eu não sou bom” é declarar “e não tenho a intenção de melhorar, jamais.”[3]

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Revisão de Matheus Pacini

Publicado originalmente em Ayn Rand Lexicon.

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[1] RAND, Ayn. A Revolta de Atlas. Trad. de Paulo Henriques Britto. Rio de Janeiro: Sextante, 2010. V III, p.384.

[2] RAND, Ayn. A Virtude do Egoísmo. Trad. de On Line-Assessoria em Idiomas. Porto Alegre: Ed. Ortiz/IEE, 1991. p.103-110.

[3] RAND, Ayn. The Ayn Rand Letter. p.1.