CRITÉRIO DE VALOR

Para a ética objetivista o critério de valor é a vida humana — e o propósito ético de cada indivíduo, sua própria vida.

A diferença entre “critério” e “propósito” neste contexto é o que segue: um “critério” é um princípio abstrato que serve como uma medida ou calibre para guiar as escolhas do homem para o alcance de um propósito concreto e específico. “Aquilo que é exigido para a sobrevivência do homem enquanto homem” é um princípio abstrato que se aplica a cada homem individualmente. A tarefa de se aplicar este princípio em um propósito concreto e específico — o propósito de viver uma vida adequada a um ser racional — pertence a cada homem individualmente, e a vida que ele tem que viver é a sua própria.

O homem deve escolher seus atos, valores e objetivos pelo critério daquilo que é adequado ao homem — a fim de alcançar, manter, preencher e gozar este valor último, este fim em si mesmo, que é sua própria vida.[1]

 

O critério de valor da ética Objetivista — o critério pelo qual alguém julga o que é bem ou mal — é a vida do homem, ou: aquilo que é exigido para a sobrevivência do homem enquanto homem.

Dado que a razão é o meio básico de sobrevivência do homem, aquilo que é próprio para a vida de um ser racional é o bem; aquilo que a nega, que se opõe a ela ou a destrói, é o mal.[2]

 

“A sobrevivência do homem enquanto homem” significa os termos, métodos, condições e objetivos exigidos para a sobrevivência de um ser racional através de toda a duração de sua vida — em todos aqueles aspectos da existência que estão abertos à sua escolha.[3]

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Publicado originalmente em Ayn Rand Lexicon.

Traduzido por Matheus Pacini.

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[1] RAND, Ayn. A Virtude do Egoísmo. Trad. de On Line-Assessoria em Idiomas. Porto Alegre: Ed. Ortiz/IEE, 1991. p. 34-35

[2] RAND, Ayn. A Virtude do Egoísmo. Trad. de On Line-Assessoria em Idiomas. Porto Alegre: Ed. Ortiz/IEE, 1991. p. 32

[3] RAND, Ayn. A Virtude do Egoísmo. Trad. de On Line-Assessoria em Idiomas. Porto Alegre: Ed. Ortiz/IEE, 1991. p. 34