HUMOR

O humor (ironia/graça/comicidade) consiste em negar importância metafísica do alvo de nosso riso. O exemplo clássico: se você vê uma senhora vestida luxuosamente na rua, com nariz empinado, e ela escorrega em uma casca de banana... qual é a graça disso? É o contraste entre as pretensões da senhora e a realidade. Ela agia com muita pompa, mas a realidade a ridicularizou através de uma simples casca de banana. Essa é a negação da validade ou da importância metafísica das pretensões dessa senhora. Portanto, o humor é um elemento destrutivo — o que, em si, não é um mal; contudo, o seu valor e a sua moralidade dependem do alvo de nosso riso. Se você está rindo dos males do mundo - contanto que, na maior parte do tempo, você veja o mundo com seriedade – sem problemas. Por outro lado, você rir do que é bom, de heróis, de valores e, acima de tudo, de si mesmo, é monstruoso. A pior coisa que alguém pode fazer consigo mesmo, psicologicamente, é rir de si próprio. Fazê-lo significa cuspir no próprio rosto.[1]

 

O humor não é uma virtude incondicional; seu caráter moral depende de seu objeto. Rir do desprezível é uma virtude; rir do correto é um vício hediondo. Muito frequentemente, a comédia é usada como camuflagem para a covardia moral.[2]

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Revisão de Ramiro Silva.

Revisão de Matheus Pacini.

Publicado originalmente em Ayn Rand Lexicon.

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[1] Ayn Rand responde. Registrado em The Philosophy of Objectivism Lecture Series, nº 11.

[2] RAND, Ayn. “Bootleg Romanticism”, The Romantic Manifesto, p. 133.