NATAL

[Em resposta à questão de se é apropriado para um ateísta celebrar o Natal]

Sim, é claro. Nesse país, um feriado nacional não pode ter um significado exclusivamente religioso. O significado secular do Natal é mais amplo que os princípios de qualquer religião particular: é a boa vontade para com os homens – um estado de espírito que não é propriedade exclusiva (embora, supostamente, seja parte - por mais que não observada) da religião cristã.

O aspecto fascinante do Natal é o fato de expressar a boa vontade de uma forma alegre, otimista, benevolente e não sacrificial. Você diz “Feliz Natal” – e não “Chore e se arrependa.” E a boa vontade se expressa de forma material e terrena – ao presentear amigos ou enviar cartões a título de recordação...

O melhor aspecto do Natal é justamente o mais criticado pelos místicos: o fato de o Natal ter se tornado comercial. A troca de presentes estimula uma onda de criatividade na criação de produtos dedicados a um único propósito: dar prazer ao homem. E as decorações nas ruas, feitas pelas lojas de departamento, por exemplo – as árvores de Natal, as luzes piscantes, as cores cintilantes – dão à cidade um espetáculo de vida, que só a “ganância comercial” poderia nos dar. Só alguém muito deprimido para resistir a essa explosão de alegria.[1]

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Tradução de Matheus Pacini

Publicado originalmente em Ayn Rand Lexicon

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[1] RAND, Ayn. The Objectivist Calendar, Dez. 1976