INTEGRIDADE

É o reconhecimento do fato de que vocês não podem falsificar a sua consciência, do mesmo modo que honestidade é o reconhecimento do fato de que vocês não podem falsificar a existência; de que o homem é uma entidade indivisível, uma unidade integrada de dois atributos - matéria e consciência -, e que ele não pode admitir uma ruptura entre corpo e mente, entre ato e pensamento, entre sua vida e suas convicções em prol dos desejos dos outros, ainda que seja a totalidade da humanidade a implorar ou ameaçar; de que coragem e confiança são necessidades práticas, de que coragem é a forma prática de ser fiel à existência e à verdade, e confiança é a forma prática de ser fiel a própria consciência.[1]

 

A virtude envolvida em ajudar aqueles que se ama não é “abnegação” ou “sacrifício”, mas integridade. Integridade é lealdade para com as convicções e valores que se tem. É a política de agir de acordo com os seus valores, de expressá-los, sustentá-los e traduzi-los na realidade prática. Se um homem professa amar uma mulher e ainda assim seus atos são indiferentes, desfavoráveis ou prejudiciais a ela, é a sua falta de integridade que o torna imoral.[2]

 

A integridade não consiste na lealdade aos caprichos subjetivos de alguém, mas a princípios racionais.[3]

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Revisado por Matheus Pacini

Publicado originalmente em Ayn Rand Lexicon

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[1] RAND, Ayn. A Revolta de Atlas. Trad. de Paulo Henriques Britto. Rio de Janeiro: Sextante, 2010. V III, p.341

[2] RAND, Ayn. A Virtude do Egoísmo. Trad. de On Line-Assessoria em Idiomas. Porto Alegre: Ed. Ortiz/IEE, 1991. p.61

[3] RAND, Ayn. A Virtude do Egoísmo. Trad. de On Line-Assessoria em Idiomas. Porto Alegre: Ed. Ortiz/IEE, 1991. p.90