CENSURA

“Censura” é um termo pertencente somente às ações governamentais. Nenhuma ação privada pode ser considerada censura. Nenhum indivíduo ou agência particular pode silenciar um homem ou impedir uma publicação; somente o governo pode fazê-lo. A liberdade de expressão dos indivíduos inclui o direito de não concordar, não ouvir e não financiar os seus próprios antagonistas.[1]

Por anos, os coletivistas têm propagado anos a noção de que a recusa de um indivíduo privado de financiar um oponente é uma violação do direito deste oponente à liberdade de expressão e um ato de “censura”.

É “censura”, afirmam, quando um jornal se recusa a empregar ou publicar escritores cujas ideias são diametralmente opostas a sua política.

É “censura”, afirmam, quando empresários recusam-se a anunciar numa revista que os denuncia, insulta e denigre.

Temos Newton N. Minow, que declara: “Existe censura no cinema, em anunciantes de cadeias de emissoras e afiliados que rejeitam programas oferecidos a suas áreas.” É o mesmo Minow que ameaça anular a licença de qualquer estação que não ceda à sua visão de programação — e que afirma que isso não é censura.

Essa noção coletivista significa que a habilidade de prover as ferramentas materiais para a expressão de ideias destitui o homem do direito de ter quaisquer ideias. Significa que um editor deve publicar livros que considere sem valor, falsos ou ruins — que um patrocinador de televisão tem de financiar comentaristas que escolhem afrontar suas convicções — que o proprietário de um jornal deve entregar suas páginas editoriais para qualquer jovem arruaceiro que clame pela escravização da imprensa. Significa que um grupo de homens adquire o “direito” à licença ilimitada — enquanto outro grupo é reduzido a ter que ceder, indefeso, suas próprias responsabilidades.[2]

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Publicado originalmente em Ayn Rand Lexicon

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[1] RAND, Ayn. A Virtude do Egoísmo. Trad. de On Line-Assessoria em Idiomas. Porto Alegre: Ed. Ortiz/IEE, 1991. p.126

[2] RAND, Ayn. A Virtude do Egoísmo. Trad. de On Line-Assessoria em Idiomas. Porto Alegre: Ed. Ortiz/IEE, 1991. p.126