Elan Journo



Os inescrupulosos ataques da ONU a Israel


Por décadas, a ONU esteve profundamente envolvida no conflito israelo-palestino – e através de seus estudos, relatórios e resoluções – distorceu a visão das pessoas sobre ele. O Conselho de Direitos Humanos da ONU, por exemplo, é responsável por rastrear e divulgar violações de direitos humanos em todo o mundo. Se você se aprofundar nos relatórios desse órgão, verá um tema comum: o terrível histórico de Israel com respeito aos direitos humanos.

Duas perguntas devem ser feitas. A primeira é: essa avaliação do histórico de Israel é correta? Exploro essa pergunta em profundidade em meu novo livro What Justice Demands: America and the Israel-Palestinian Conflict. Nele, argumento que não é. A segunda é: o Conselho de Direitos Humanos da ONU deve ser considerado uma autoridade moral quando se trata do conflito israelo-palestino ou de qualquer outro ao redor do mundo? Pense em quais regimes têm sido membros desse “bastião” dos direitos individuais, e considere como ele vem se comportando com respeito à Israel.

Vamos começar com seus estados-membros. Qual desses seis países - (a) Arábia Saudita, (b) Irã, (c) Egito, (d) Líbia, (e) Cuba ou (f) Rússia - participam no Conselho de Direitos Humanos? A resposta correta é: “todas as alternativas acima”. Mas essas nações são todas violadoras notórias dos direitos individuais, e muitas – literalmente - assassinaram seus próprios cidadãos em plena luz do dia. Esse fato, por si só, deveria ter desqualificado sua participação no Conselho de Direitos Humanos. Pense nisso – é como colocar a máfia no comando da força policial.

Agora, reflita sobre a conduta do Conselho de Direitos Humanos da ONU. Nos primeiros dez anos de sua existência, o Conselho aprovou mais resoluções contra Israel do que contra qualquer outro estado-membro - e por ampla margem. Mais do que o resto do mundo somado.

Coloque isso em perspectiva: a Coreia do Norte, que sacrificou seu povo enquanto construía um arsenal nuclear; a Síria, uma ditadura que usou armas químicas em seu próprio povo durante o curso de uma guerra civil selvagem; o Irã, uma teocracia que trabalhou para exportar sua tirania religiosa por todo o território com o apoio de jihadistas; a Arábia Saudita, uma monarquia medieval e religiosa que oprime seu próprio povo e faz proselitismo em prol de sua versão de totalitarismo islâmico: nenhum desses regimes foi sujeitado a tantas repreensões oficiais da ONU quanto Israel. Parece-me que esses fatos revelam muito mais sobre o caráter moral desses “defensores” de direitos do que sobre Israel.

O que encontrei ao pesquisar para escrever meu livro é que, quanto mais você examina todas as repreensões da ONU a Israel, mais se torna aparente que elas são injustas. Em meu livro, mostro que, na realidade, Israel se destaca no Oriente Médio por sua notável proteção à liberdade individual. Não é meu objetivo discutir esse ponto aqui, nem estou sugerindo que tal ponto seja, de algum modo, óbvio. De fato, precisei de vários capítulos para demonstrar esse ponto em meu livro, e outros tantos para analisar as queixas palestinas (que figuram proeminentemente em várias repreensões da ONU).

Meu objetivo aqui é simplesmente destruir a noção de que o Conselho de Direitos Humanos da ONU possa ser visto como uma fonte de orientação moral sobre o conflito israelo-palestino. No mínimo, esses dois fatos - seus membros e seu foco enviesado em relação à Israel - devem pôr em dúvida a legitimidade moral do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Esse Conselho, na verdade, ridiculariza seu pretenso papel de guardião de direitos, além de causar grande dano ao distorcer a compreensão das pessoas sobre esse conflito de longa data.

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Publicado originalmente em New Ideal.

Traduzido por Matheus Pacini.

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