Ryan Miller



Diferencie-se


Entramos numa época interessante da história. Vivemos um momento onde existem muitas pessoas habilidosas, inteligentes e qualificadas. Essa é realidade em quase todas as áreas e, em especial, no mundo ocidental.

Hoje, dezenas de milhões de pessoas têm diplomas universitários – um número maior do que nunca. Então, como se diferenciar de tantos candidatos igualmente qualificados em uma entrevista de emprego?

Parece uma batalha dura, certo?

Embora possa ser uma luta difícil, temos uma vantagem: além de fazermos parte da geração mais credenciada da história, também temos acesso a mais informação, ferramentas e plataformas para mostrar nossas habilidades que qualquer outra.

Como isso lhe ajuda?

Para entender como, é preciso entender primeiro por que uma empresa quer contratá-lo. A razão é simples, mas confusa. O único motivo pelo qual um empregador inteligente quer contratá-lo é porque ele acredita que você acrescentará mais valor ao negócio do que está tirando sob a forma de salário, benefícios, infraestrutura, etc. Se ele não pensasse que você geraria mais receita que custos para o negócio, ele não o contrataria.

Isto é um fato econômico básico.

Então, como se destacar? Tudo que você precisa fazer é mostrar claramente que você é uma pessoa que pode criar valor de maneira criativa e consistente.

Um diploma costumava ser suficiente para tal. E embora ainda seja um indicador fundamental de criação de valor em muitas áreas, ele não necessariamente o diferencia do resto. Como eu disse, milhões de pessoas possuem um diploma ou mais nos dias de hoje.

O segredo é não esperar a hora de arranjar um emprego para utilizar as habilidades que você aprendeu em sala de aula. Comece a fazer o que você gostaria de fazer, agora. Foi-se o tempo em que sentar em aula, fazer anotações e tirar boas notas eram suficientes para lhe proporcionar a carreira almejada. É preciso ter um propósito claro, dedicando-se à sua profissão o mais cedo possível, isto é, muito além da rotina universitária.

Suponha que você esteja contratando alguém para um cargo de marketing na sua empresa. Quem mais o impressionaria: (i) um candidato que passou os últimos quatro anos aprendendo sobre marketing e só agora quer aplicar o que aprendeu na prática ou (ii) alguém que usou o que aprendeu e fez uma campanha bem sucedida no Teespring (plataforma que permite que você crie e venda camisetas personalizadas), ou abriu uma loja de comércio bem-sucedida na Etsy (site de vendas com foco em produtos artesanais)?

A resposta é clara.

Seja qual for sua habilidade, qual profissão que gostaria de exercer, é provável que exista muito pouco que lhe impeça de arriscar. O ponto principal é tentar coisas. Experimentar. Colocar suas ideias e seu trabalho para serem julgados. Se você tiver sucesso, ótimo. Se não, você ainda aprendeu muito mais do que teria se estivesse sentado em uma sala de aula.

Construa um site, comece um canal, desenvolva um aplicativo, abra uma loja no Ebay, crie um portfólio de fotografia. Assuma o comando do seu futuro e comece a fazer agora o que você quer para sua carreira. Adote o mantra de falar menos e fazer mais.

Leve seus projetos e seus resultados para sua próxima entrevista de emprego, os bem-sucedidos e os fracassados. Mostre ao seu potencial empregador evidências de que você pode fazer o que diz saber fazer. Demonstre que você consegue criar valor para ele desde o primeiro dia.

Seus projetos são experiências práticas que servem como prova da sua criação de valor. Isso é o que você deve mostrar ao seu futuro empregador, e é por isso que ele vai contratá-lo, e não os outros.

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Publicado originalmente em The Undercurrent.

Traduzido por Verônica Ferrari Cervi.

Revisado por Matheus Pacini.

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