Carrie-Ann Biondi



Coragem para enfrentar uma vida inteira - o legado de Ayn Rand


Mais de 30 milhões de cópias vendidas (em língua inglesa) desde a década de 1940, com muitos outros milhões noutras línguas: essa é a realidade da obra de Ayn Rand[1]. O subtítulo desse artigo captura a essência de o porquê seu trabalho – especialmente, sua ficção – tem muito apelo, apesar da hostilidade para com ela na academia e na mídia mainstream. Essa citação aparece na última parte de A Nascente[2](1943), romance que a colocou no mapa cultural. Um jovem recentemente graduado anda de bicicleta nas montanhas da Pensilvânia, refletindo se a vida valia a pena ser vivida, e se ele deveria perseguir seu sonho de ser músico. Ele anseia ver as realizações dos outros como produtos tangíveis de sua busca pela felicidade, de modo a provar que é possível. De repente, é confrontado com um resort que parece brotar organicamente dos lados das montanhas. Ele nota um homem mirando severamente as lindas casas no vale abaixo. Depois de ver que o homem – Howard Roark - é o arquiteto responsável pelo cenário em sua frente, ele agradece Roark e segue seu caminho, confiante em seu futuro, dotado da “coragem para enfrentar uma vida inteira”.

Muitos leitores são inspirados por essas palavras, maravilhados pela história que se desenrola página após página. Não é normal encontrar livros que incorporam tais valores benevolentes e pró-vida. Esse é um tipo extraordinário de jornada do herói. Tal romance não se resume a heróis (e seus amigos) enfrentando inimigos, mas também contém a mensagem de que a filosofia importa – para todos. O fato de a sua vida ser boa ou ruim depende diretamente das ideias que você defende. Os romances A Nascente – bem como A Revolta de Atlas – retratam um mundo em que a felicidade e a alegria são possíveis pelo uso da mente na busca da paixão (carreira) de um indivíduo com integridade, superando obstáculos com determinação calcada na realidade. É um universo em que: (i) a realização é possível, (ii) a autoestima é conquistada através do trabalho produtivo e as (iii) interações voluntárias promovem relacionamentos pessoais, sociais e profissionais verdadeiramente gratificantes. E é uma realidade que qualquer pessoa pode escolher adotar diariamente em sua própria vida.

Explorar o resto do corpus de Ayn Rand – sua ficção e não ficção (Objetivismo) – é desafiador e gratificante. Os elementos essenciais do Objetivismo são: a realidade existe, podemos conhecê-la objetivamente através de nossos sentidos (e pelo uso da razão); a própria felicidade de um indivíduo é o seu propósito moral mais elevado (egoísmo racional); o governo limitado é justificado só na proteção dos direitos individuais; as pessoas deveriam ser livres para trocar os frutos de seu trabalho (capitalismo) e, por fim, o propósito da arte é projetar em forma concreta a visão do indivíduo de sua vida. Muitas pessoas têm se inspirado por essas ideias, utilizando-as como estímulo para buscar a verdade e viver melhor. Existem também muitas que rejeitam as ideias de Rand, embora poucas tenham se incomodado em ler o trabalho dela com todo o esmero antes de julgá-lo.


Exemplos de ofensas contra Rand na mídia mainstream variam de “total falta de caridade”, “discurso execrável” e “personalidade tão tosca como a de uma marreta” “excêntrica... anacronismo histórico e romancista de segunda”, “filosofia absurda”[3]. Tanto apoiadores como detratores de sua obra também notaram o desdém que muitos filósofos têm por ela, “rejeitando seu trabalho com base em boatos” ou “zombando de quem fala de sua obra.[4]” Adicione às ofensas alguns dos mitos sobre a visão de Rand:

  1. Ela é conservadora, “a deusa da Tea Party” no espectro político americano.[5]
  2. Ela leva “o individualismo nietzschiano ao extremo.[6]
  3. Ao defender o egoísmo, o indivíduo não deveria se preocupar com ninguém, considerando outrem ferramenta descartável a ser manipulada. Na melhor das hipóteses, caridade ou benevolência é uma virtude inferior.”[7]
  4. Ela foi “apologista descarada do capitalismo selvagem”, defendendo a plutocracia e o corporativismo[8].

Os ataques ad hominem supracitados devem ser jogadas na lixeira da história. Descaracterizações podem ser dissipados pelo exame da obra de Rand pelo que ela é. Quanto ao mito 1, a visão de Rand não se encaixa em nenhum extremos do espectro político. Ela era uma capitalista radical, defensora dos direitos individuais. Ela rejeitava a falsa dicotomia entre liberdade pessoal e econômica e, por conseguinte, o rótulo de “conservadora” ou “libertária”. Uma pequena fração da Direita – a saber, alguns libertários ou membros do Tea Party – apoiam alguns pontos da teoria de Rand. Como convicta naturalista antirreligiosa, ela desperta a ira de muitos conservadores ao defender o direito ao aborto, à liberdade de expressão e às drogas não importando sua opinião pessoal quanto ao valor moral dessas atividades. Ela desperta a ira de esquerdistas ao se opor à redistribuição assistencialista, e ao defender direitos à propriedade privada e à riqueza produzida pelo indivíduo[9].

Com respeito ao mito 2, Rand leu algumas obras de Friedrich Nietzsche quando estava na faculdade. Sem dúvida, compartilha com ele um estilo de escrita polêmico, bem como admira seu senso do potencial humano à grandeza. Ao mesmo tempo, ela mostra seu “desacordo profundo” com o que ela considera misticismo, irracionalismo e subordinação nietzschiana da razão à vontade de poder, e sua visão malevolente do mundo[10]. Sua maior dívida intelectual é com Aristóteles – realista em Metafisica e Epistemologia, bem como defensor da razão e da ética da virtude – considerando-o o  “maior de todos os filósofos[11].”

O mito 3 desaparece pela análise crítica do tipo de egoísmo de Rand. Para Rand, o egoísta é quem como o principal – e não o único – beneficiário de suas ações. Os heróis dos romances de Rand arriscam suas vidas em nome de seus valores – incluindo outras pessoas que sejam valores para ele. Ela defende o direito de um indivíduo ajudar estranhos em situações de emergência, por exemplo, por simples boa vontade para com outros seres vivos, desde que fazê-lo não seja um dever sacrificial que prejudica o bem-estar de um indivíduo. Rand mesmo chama de “psicopatas” aqueles que são “totalmente indiferentes a outros seres vivos”[12]. Como isso se encaixa no egoísmo? Começa com a concepção apropriada do ser. Nós somos seres humanos – não animais – com uma mente que raciocina integrada com as emoções do indivíduo. Os objetivos que valem a pena perseguir com vistas à sobrevivência podem ser alcançado apenas de certas formas, isto é, ao exercer virtudes tais como racionalidade, produtividade, orgulho, independência, integridade, honestidade e justiça. Essas virtudes demandam o melhor de nós mesmos, sendo incompatíveis com a iniciação da força contra outrem ou a tentativa de obtenção de benefícios deles através de engodo ou fraude[13].

O mito 4 tem sido o mais persistente, por defender o capitalismo no âmbito moral, exige a luta contra milênios de preconceito contra o lucro. Pense, por exemplo, no provérbio bíblico de como é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha que é o rico entrar no Reino do Céu, ou como Shylock é vilipendiado por cobrar juros sob empréstimos na obra O Mercador de Veneza de Shakespeare. A defesa do capitalismo de Rand é enraizada em sua visão de egoísmo. Cada um de nós precisa criar valores materiais e espirituais necessários para viver como ser humano. Beneficiamo-nos muito da troca voluntária de valores com os outros. Rand chama isso de “princípio do comerciante”. Aqueles que buscam obter recursos através de meios coercivos – os vilões dos romances de Rand – são criminosos privados ou políticos corruptos que violam direitos individuais. Empresários genuínos não buscam favores políticos ou, doutra forma, subvertem o Estado de Direito. Quando livres para comercializar, eles inovam, criam oportunidades de emprego, aumentando o padrão de vida de todos. Em resumo, criam riqueza ao empregar suas mentes à tarefa de viver, levando a resultados benéficos[14].

Deveria estar claro o porquê tantas pessoas consideram o trabalho de Rand tão atraente. As opiniões dela, todavia – como quaisquer outras – podem e devem ser avaliadas, criticadas e desenvolvidas quando necessárias. Filósofos que levam seu trabalho a sério têm discordado sobre como entender algumas das ideias-chave de Rand. Por exemplo, existem interpretações rivais sobre o que ela quer dizer pela afirmação de que o objetivo/valor último é a vida, ou a sobrevivência do “homem qua homem”, e se isso é equivalente ao eudaimonismo, a visão de que o florescimento (centrado na virtude) é nosso valor último[15]. Alguns eudaimonistas concordam que a virtude, e não a vida, é o valor último e que pode entrar em conflito com o egoísmo, o criando problemas para a teoria ética de Rand. Infelizmente, por falta de tempo, o sistema filosófico de Rand é subdesenvolvido em alguns pontos. Ela própria se refere à sua não ficção como “introduções” a um material cuja intenção era detalhar em longos tratados filosóficos (embora não tenha conseguido fazê-lo)[16]

Tendo tratado alguns dos erros mais significativos do Objetivismo, perguntamos: qual o motivo da hostilidade e deturpação persistentes? As razões são diversas. Algumas pessoas presumem que tais espantalhos representam as visões de Rand, e então repetem tais falsidades. Esses indivíduos podem, em vez disso, poupar-nos de comentários até dissiparem sua ignorância quanto à fonte, em vez de repetir os julgamentos de outrem.

Outros leem a obra de Rand e discordam parcial ou totalmente de suas visões. Isso não surpreende, dado que ela desafia muitos bezerros sagrados, incluindo religião, altruísmo, determinismo, coletivismo e subjetivismo. Enquanto poucos nessa categoria se engajam em discussão justa e honesta sobre ideias[17], muitos ou mal interpretam Rand, descaracterizando suas visões, ou a descaracterizam propositalmente para dissuadir outros de estudá-la seriamente. Infelizmente, é mais fácil demonizar os seus oponentes ao invés de debater com eles.

Para outros, sua rejeição de Rand se baseia menos no conteúdo de suas visões, e mais em seu sentido de vida. É popular, em especial, entre acadêmicos e filósofos de esquina, ser cínicos e irônico. A obra de Rand – marcada de benevolência e heroísmo – não exibe nada de cínico ou irônico. Em vez disso, oferece um senso de otimismo jovial, a resiliência necessária para alcançar uma boa vida, e a perseverança para encarar os desafios inevitáveis da vida. Além disso, filósofos profissionais são desencorajados pela falta de notas de rodapé e bibliografias, bem como pelo seu estilo polêmico, não analítico, que ataca as visões dos outros sem recorrer a citações.

Outros ainda, supostos fãs ou apoiadores da obra de Rand, contribuem acidentalmente para a perpetuação de falsidades sobre suas visões. Uma análise rápida de uma lista de políticos e empreendedores proeminentes para ver tal fenômeno. Por exemplo, o presidente Donald Trump é, supostamente, um “discípulo de Ayn Rand”, acusado de “preencher seu gabinete com amigos objetivistas”, tais como Rex Tillerson, e Michael Pompeo. Além disso, a demissão ignominiosa de Travis Kalanick do cargo de CEO tem sido descrita como “a última queda de Ícaro de um seguidor de Rand”, e Andrew Pudzer, “um ávido leitor de Rand”, não aceitou o cargo de Ministro do Trabalho devido a alegações de abuso de trabalhadores em sua rede de fast-food[18].

Esses indivíduos podem ter sido inspirados pela leitura das obras de Rand a seguir seu próprio caminho de vida. Contudo, é impossível considerar qualquer um deles objetivista, dado que eles, ou rejeitam princípios fundamentais da teoria de Rand ao serem religiosos, ao escolher agir de forma antitética ao Objetivismo, isto é, fechando acordos escusos com políticos ou dedicando-se à corrupção. Ser fã da obra de Rand não é o mesmo que entender suas visões, aplicando-as propriamente em sua vida. Existem muitas pessoas boas vivendo suas vidas de forma sob princípios – sejam CEOs, professores ou mecânicos – que foram inspirados pelas ideias de Rand. Esses exemplos de decência moral, infelizmente, não viram manchetes.

Independentemente de você concordar ou não com as visões provocadoras de Rand, é valioso para filósofos leva-las a sério, estudando-as com atenção. Sua teoria oferece uma alternativa sistemática a outras escolas de pensamento, desafiando a sabedoria acadêmica convencional. Ela reestrutura as questões filosóficas tradicionais de forma a acabar com o que ela considera falsas dicotomias: corpo/mente, razão/emoção, moral/prática, dever/utilidade, intrínseco/subjetivo, natureza/criação. Ela abre um caminho conceptual para um novo debate filosófico.

Rand oferece o Objetivismo como uma filosofia para viver na Terra. Nós temos mentes equipadas para lidar com o mundo e nele sermos eficientes. Na medida em que existirem indivíduos comprometidos com sua própria felicidade, com a cooperação voluntária, com a realização do melhor de si próprios, com a criação de instituições político-sociais necessárias para atingir esses valores numa sociedade livre e responsável, a obra de Rand continuará a ser estudada por milhares de pessoas, de todas as idades. Mas não aceite a minha palavra – ou a de ninguém – como verdadeira. Exerça a virtude da independência e leia a obra de Rand por si próprio. Em primeira mão, você verá por que ela é tão importante.

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Traduzido por Matheus Pacini.

Publicado originalmente no site do autor.

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[1] GOTTHELF, Allan e SALMIERI, Gregory Salmieri. A Companion to Ayn Rand. Malden, MA: Wiley Blackwell, 2016. p. 15 n. 1.

[2] COOK, Bruce. “Ayn Rand: A Voice in the Wilderness,” Catholic World, vol. 201 (May 1965), p. 121; KOBLER, John Kobler. “The Curious Cult of Ayn Rand,” The Saturday Evening Post (11 de novembro de 1961), p. 99; HAMBLING, Dora. “The Cult of Angry Ayn Rand,” Life (7 de abril de 1967), p. 92; JAMES, Geoffrey. “Top 10 Reasons Ayn Rand Was Dead Wrong,” CBS News Moneywatch (16 de setembro de 2010), disponível online em: http://www.cbsnews.com/news/top-10-reasons-ayn-rand-was-dead-wrong/.

[3] BADHWAR, Neera e LONG, Roderick. “Ayn Rand,” Stanford Encyclopedia of Philosophy (19 de setembro de 2016), disponível online em: https://plato.stanford.edu/entries/ayn-rand/; STEWART, James. “As a Guru, Ayn Rand May Have Limits. Ask Travis Kalanick,” The New York Times (13 de julho de 2017, disponível online em: https://www.nytimes.com/2017/07/13/business/ayn-rand-business-politics-uber-kalanick.html.

[4] HARRISON, Barbara Grizzuti. “Psyching Out Ayn Rand,” Ms. (setembro de 1978), p. 24. Veja também CHAIT, Jonathan. “Wealthcare: Ayn Rand and the Invincible Cult of Selfishness on the American Right,” New Republic (14 de setembro de 2009), disponível online em: https://newrepublic.com/article/69239/wealthcare-0; BURNS, Jennifer. Goddess of the Market: Ayn Rand and the American Right. New York: Oxford University Press, 2009, p. 4. 

[5] STEWART, James. “As a Guru, Ayn Rand May Have Limits.” Veja também BELL-VILLADA, Gene. On Nabakov, Ayn Rand, and the Libertarian Mind. Newcastle on Tyne, UK: Cambridge Scholars Press, 2013. cap. 5

[6] DALMIA, Skikha Dalmia. “Where Ayn Rand Went Wrong,” Forbes (4 de novembro de 2009), acessado online em: https://www.forbes.com/2009/11/03/where-ayn-rand-went-wrong-opinions-columnists-shikha-dalmia.html, e HUEMER, Michael. "Why I Am Not an Objectivist,” disponível online em: http://www.owl232.net/rand.htm. Para o primeiro tipo de visão, veja Huemer. Para a segunda, Badhwar and Long.

[7] JONAS, Gerald Jonas. "Reviewed This Week (four sci-fi novels),” The New York Times (August 30, 1998), disponível online em: http://www.nytimes.com/books/98/08/30/reviews/980830.30scifit.html. Veja também HOHMANN, James. “The Daily 202: Ayn Rand Acolyte Donald Trump Stacks His Cabinet with Fellow Objectivists,” The Washington Post (13 de dezembro de 2016), disponível online em: https://www.washingtonpost.com/news/powerpost/paloma/daily-202/2016/12/13/daily-202-ayn-rand-acolyte-donald-trump-stacks-his-cabinet-with-fellow-objectivists/584f5cdfe9b69b36fcfeaf3b/?utm_term=.d56b46b8c78c

[8] As opiniões de Rand estão presentes nos seus diversos livros, não havendo um único tomo com uma síntese geral.

[9] RAND, Ayn. The Fountainhead. New York: New American Library, 1968. p. x.

[10] RAND, Ayn. A Virtude do Egoísmo. Trad. de On Line-Assessoria em Idiomas. Porto Alegre: Ed. Ortiz/IEE, 1991. p. 20

[11] RAND, Ayn. A Virtude do Egoísmo. Trad. de On Line-Assessoria em Idiomas. Porto Alegre: Ed. Ortiz/IEE, 1991. p. 57

[12] RAND, Ayn. A Virtude do Egoísmo. Trad. de On Line-Assessoria em Idiomas. Porto Alegre: Ed. Ortiz/IEE, 1991. p. 20

[13] RAND, Ayn. A Virtude do Egoísmo. Trad. de On Line-Assessoria em Idiomas. Porto Alegre: Ed. Ortiz/IEE, 1991. p. 20 e RAND, Ayn. Capitalism: The Unknown Ideal. New York: Signet, 1966. p. 11-34 e 44-62.

[14]  GOTTHELF, Allan e SALMIERI, Gregory Salmieri. A Companion to Ayn Rand. Malden, MA: Wiley Blackwell, 2016. p. 15 n. 1. p 73-104 e p. 130-56; BADHWAR, Well-Being: Happiness in a Worthwhile Life. New York: Oxford University Press, 2014; HUNT, Lester, “Flourishing Egoism,” Social Philosophy and Policy, vol. 16, no. 1 (1999). p. 72-95; LONG, Roderick. Reason and Value: Aristotle versus Ayn Rand. Poughkeepsie, NY: Objectivist Center, 2000.

[15] A tarefa de desenvolver um trabalho inspirado no Objetivismo que interpreta e preenche lacunas no sistema de Rand recai nas costas dos outros. Veja SMITH, Tara, Ayn Rand’s Normative Ethics: The Virtuous Egoist. New York: Cambridge University Press, 2006; SMITH, Tara. Judicial Review in an Objective Legal System. New York: Cambridge University Press, 2015; e GOTTHELF, Allan e LENNOX, James. Concepts and Their Role in Knowledge: Reflections on Objectivist Epistemology. Pittsburgh, PA: University of Pittsburgh Press, 2013. Todas essas obras tratam de uma literatura filosófica mais ampla, algo que Rand não teve tempo de fazer.

[16] Uma exceção é o excelente artigo de John Piper: "The Ethics of Ayn Rand: Appreciation and Critique,” Desiring God, accessado online em: http://www.desiringgod.org/articles/the-ethics-of-ayn-rand.  John é um cristão que crê que Rand está equivocada em rejeitar o teísmo. Ele oferece uma articulação cuidadosa de seu egoísmo racional. Tal respeito pelo material de seu interlocutor deveria ser regra para todos.

[17] HOHMANN, “The Daily 202: Ayn Rand Acolyte Donald Trump Stacks His Cabinet with Fellow Objectivists”; STEWART, “As A Guru, Ayn Rand May Have Limits.”