Rafael Rodrigues



Contra o monstruoso e o medíocre


Em seus livros, Ayn Rand apresentou-nos personagens orgulhosos, egoístas, esforçados, honestos, produtivos, inteligentes e racionais, diferentemente do que se prega na sociedade como o "ser humano ideal", cujos valores seriam humildade, altruísmo, incapacidade, fé e irracionalidade.

A ideia errônea de que estamos fadados a colocar sentimentos, caprichos e vaidades acima da razão, que o "herói" é o abnegado e que se autossacrifica em favor de outrem, e que o “guerreiro” só triunfa pelo uso da força, tem sido divulgada por filósofos, pais e professores há muito tempo sem questionamento. A consequência disso são indivíduos que tendem a passar por cima de seus semelhantes, acreditando que “o mundo é feito dos espertos” e que “vale tudo” para ser feliz – inclusive, mentir ou matar. Isso tudo é um resumo claro do que é pregado pelo altruísmo.

Você pode ver essa filosofia em ação quando uma pessoa não é contratada porque o empregador acredita que ela soma, mas sim por piedade, quando a aprovação de uma vaga vem por meio de cotas, a ajuda deve ser dada aos incapazes por meio do dinheiro e suor de terceiros sem nem mesmo um aviso prévio. Mas, se está lendo até este ponto, não acredita que este é o ponto final do desenvolvimento humano e sabe que tais valores não nos propiciaram hoje condições de vida que nem mesmo reis outrora poderiam sonhar, tem conhecimento suficiente para saber o que foi que tirou a espécie da miséria e fome que durou milênios em apenas um século.

É possível vê-la em ação quando alguém é contratado não por capacidade, mas por piedade; quando alguém obtém uma vaga por meio de cotas, etc. A verdade é que o altruísmo (e valores correlatos) não são responsáveis pelo desenvolvimento humano que tirou milhões da miséria em poucos séculos, mas sim o capitalismo.

Para viver em sociedade de forma digna e feliz, Rand afirma que um padrão moral mais elevado deve ser alcançado. Para tanto, é necessário amar a própria vida e considerá-la o princípio último, tendo como guia o egoísmo racional, o qual lhe permite descobrir os valores fundamentais de sua vida. Opte por ser racional e lógico, deixe os sentimentos em seu devido lugar (consequência da ação racional) e verifique suas premissas. A é A, contradições não podem existir: não seja uma imagem contraditória e tenha cuidado com aqueles que o são. Moralidade e ética não são relativas; elas são bem definidas no Objetivismo e largamente exploradas nas obras A Revolta de Atlas e A Nascente.

Acredite em seu potencial, tenha um objetivo, aquilo que você deseja pode ser seu. Ser egoísta é se preocupar consigo mesmo, decidir por si próprio o que é melhor, armado de plena consciência da realidade. Somos gratos aos que viveram e vivem assim, pois estão dispostos a trabalhar e negociar como homens livres, enriquecendo a todos. Esse é o "herói" da filosofia objetivista, ele é real e está muito acima da versão dos místicos e brutos.

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Revisado por Matheus Pacini

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