Roberto Rachewsky



A REFEIÇÃO NA HAVANA COMUNISTA


Em um recente almoço com amigos, entre línguas ensopadas e linguados grelhados, discorremos sobre algumas coisas indigestas para nós, liberais.

Contei de minha viagem a Cuba e do que observei nos restaurantes de lá, dos mais simples aos mais sofisticados. Invariavelmente, depois do pedido feito, os garçons serviam os pratos certos para as pessoas erradas. Sempre traziam o que havíamos pedido, mas nunca sabiam quem havia pedido o quê. Eu disse a um dos amigos que isso era a comprovação material de uma afirmação que ele havia feito de que, para comunistas ou socialistas, o coletivo é um concreto e o indivíduo, uma abstração.

Sim, os garçons comunistas, o maître e o chefe sabiam o que o grupo pedira, mas não conseguiam ligar cada pedido ao indivíduo que tinha feito o pedido.

O comunismo e seu parente próximo mais moderado, o socialismo, não foram feitos para melhorar a vida das pessoas.

Melhorar a vida dos negros? Bobagem.

Melhorar a vida das mulheres? Bobagem.

Melhorar a vida de LGBT… No comunismo ou no socialismo? Bobagem.

Melhorar a vida dos pobres? Bobagem.

Melhorar a vida das pessoas comuns, sejam elas quem forem? Bobagem.

O comunismo e o socialismo são sistemas político-econômicos baseados exclusivamente na coerção, estabelecidos por um grupo de selvagens dirigentes do partido, assistidos pela burocracia que vive no em seu entorno, querendo subir na hierarquia. Os dirigentes do partido só querem o poder para espoliarem negros, mulheres, LGBTs, homens, velhos e crianças igualmente.

Não adianta dizer que a impossibilidade do cálculo econômico no comunismo ou no socialismo leva-os ao fracasso. O fracasso econômico chega primeiro para os explorados, e a estrutura estatal se adapta para sobreviver e seguir explorando o que restar.

Não adianta dizer que o comunismo e o socialismo são imorais. É claro que são, mas seus dirigentes sabem disso e exatamente por serem assim, é que eles tomam o poder.

Não adianta dizer que o comunismo e o socialismo empobrecem as pessoas, e que dirigentes de partidos comunistas e socialistas matam pessoas. Que diferença fará para eles o empobrecimento daqueles que eles estão dispostos a matar?

Não estou dizendo que isso tudo não deve ser dito, deve! Porém, é improvável que sensibilize os irracionais selvagens que defendem o coletivismo estatista, aqueles que acreditam que o coletivo é o concreto e o indivíduo, uma mera abstração, como ficou provado em Havana em alguns almoços e jantares.

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Publicado originalmente em Instituto Liberal.

Revisado por Matheus Pacini.

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