Jonathan Townley



5 coisas que você precisa saber sobre valores


Nos últimos anos, tem havido muita discussão com respeito ao tema valores. Políticos e veículos de mídia falam de valores americanos, valores tradicionais ou valores liberais. Empresários falam de valores centrais.

Mas o problema é que ninguém define claramente o que é um valor. O melhor que se pode inferir nessa selva conceptual é que valores devem ser algum tipo de meio/orientação/diretriz. Mas para qual fim, exatamente? Não se sabe.

A palavra valores se tornou um chavão.

Mas valores não é apenas mais uma palavra da moda: eles desempenham um papel vital para o viver bem.

A melhor definição desse papel que encontrei até hoje é a concepção objetivista formulada por Ayn Rand. E aqui cito cinco coisas que você precisa saber sobre ela.

  • “VALOR É AQUILO QUE VOCÊ AGE PARA GANHAR OU MANTER ”

Um valor não é meramente “algo importante”. Gravidade e clima agradável, por exemplo, são coisas importantes: mas você não pode fazer nada a respeito deles. Eles estão aí (ou não, no caso do bom tempo). Em outras palavras, são o metafisicamente dado.

Para os humanos, valores incluem coisas como alimento, saúde, amigos e lazer, isto é, coisas que você precisa agir para obter. Então, mesmo que a gravidade e o clima sejam importantes e necessários para a vida na Terra, eles não são valores.

Por que essa distinção importa? Porque seres vivos devem agir.

  • VOCÊ PERSEGUE VALOR PARA PODER VIVER

Por que animais precisam comer, e rochas, não? Pois, se um animal não comer, ele morrerá. Rochas não podem morrer nem viver. Elas simplesmente existem como são. Por conseguinte, rochas não valoram nada, porque não têm nada a perder. Seres vivos devem manter ativamente suas vidas, ou morrer. Por exemplo, se você deitasse e não fizesse nada – literalmente – você morreria num curto espaço de tempo, provavelmente, por desidratação.

Para viver, você deve levantar e beber um copo de água, além de comer um sanduíche, ter um emprego, fazer amizades, etc. É só pela conquista desses (e outros valores) que você continuará vivendo, e ser bom na conquista de valores é o segredo de seu florescimento.

  • VOCÊ VIVE PARA PERSEGUIR VALORES

O lado oposto da mesma moeda é: você não só persegue valores para que possa viver, mas também são eles que fazem a sua vida valer a pena. Boa comida, boa companhia e objetivos enriquecem a sua vida. Uma vida próspera é aquela em que você alcançar a melhor versão de seus valores, dia após dia.

  • VALORES SÃO HIERÁRQUICOS

Há tanto a fazer e experimentar no mundo que não é possível fazer tudo. Viver por um tempo limitado significa que temos que escolher o que fazer com o nosso tempo. O próprio fato de que a vida chega ao fim significa que alguns valores devem ser priorizados.

Do contrário não haveria pressa, e a procrastinação nunca seria um problema. Se você fosse viver para sempre, por que você se estressaria entre ir saltar de paraquedas ou jantar? Por que escolher entre gastar tempo extra no escritório para obter uma promoção ou na academia para minimizar seu risco de ter problemas cardíacos?

  • VALORES SÃO OBJETIVOS

Por objetivo, quero dizer, baseado nos fatos. Não existe uma solução “tamanho único” sem espaço para preferência pessoal. Por exemplo, todos nós precisamos de empregos para nos sustentarmos. Mas a diversidade de preferências entre pessoas com respeito ao emprego que vale a pena não significa que um emprego é um valor subjetivo.

Para uma determinada pessoa, haverá empregos que ela gosta e outros que não, com base em suas habilidades e preferências num determinado momento em sua vida. Mas ela não pode se forçar a considerar o emprego de advogado criminal gratificante se ela odeia lidar com o sistema legal.

Da mesma forma, você não pode desejar ou acreditar que o cianeto é nutricional. Você não pode escolher qualquer coisa e declará-la como um valor, e ela assim se tornará. Apenas o que lhe permite florescer é um valor.

Viver requer a conquista de valores. Florescer requer a maximização desses valores. Se desejamos viver nossa vida ao máximo, deveríamos pensar seriamente sobre o que valoramos, e por quê. E, então, agir para alcançá-los.

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Publicado originalmente no site do autor.

Traduzido por Matheus Pacini.

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