Roberto Rachewsky



242 anos da Declaração de Independência, e a atual liberdade americana


Hoje é dia dos amantes da liberdade comemorarem mais um aniversário da Declaração de Independência que uniu as treze colônias britânicas na América na tentativa, bem-sucedida, de secessão do Império Britânico.

Bem-sucedida, mas com muitos poréns. Escravidão, taxação coercitiva e democracia corporativista formam a tríade que amaldiçoa a república constitucional dos EUA até hoje. Poderiam os “pais fundadores” terem institucionalizado algo diferente? Se pudessem, teriam feito. Mas nem a sabedoria e a coragem de homens como Jefferson, Paine, Franklin, Madison, Adams e Washington conseguiram encontrar outro caminho.

Depois de 242 anos da Declaração de Independência, podemos analisar em retrospectiva o que os Estados Unidos enfrentaram nesse tempo todo. Pode-se dizer que a mais rica e poderosa nação da história ganhou muito com o que aqueles homens fizeram, mas perdeu a oportunidade de ganhar ainda mais com o que deixou de fazer.

Ainda há tempo, mas infelizmente, nos últimos 100 anos, aquilo que os pais da América criaram como acessório é exatamente o que está deteriorando o essencial: o ideal de uma sociedade baseada na proteção do direitos individuais, cujo objetivo era a soberania do indivíduo sobre o estado e, portanto, sobre a sociedade.

Não é à toa que os EUA está na 18ª posição do ranking de liberdade econômica da Heritage Foundation. Pode parecer muito bom para quem vive numa sociedade que amarga a 153ª posição como o Brasil, mas os EUA sempre foram a chama que iluminou o caminho da liberdade e, certamente, perturba a qualquer um saber que ela pode desvanecer até apagar.

Ontem, participei de um evento no IEE onde defendia um governo ainda mais limitado do que aquele concebido pelos “pais fundadores” dos Estados Unidos da América. Perguntaram-me: “mas esse governo é possível?” Eu respondi: “sim, mas precisamos construí-lo.” Fico imaginando os representantes das treze colônias debatendo no Segundo Congresso Continental quando um deles olha para Thomas Jefferson ou Thomas Paine e questiona: “mas esse governo é possível?” A resposta vocês já conhecem.

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Publicado originalmente em Instituto Liberal.

Revisado por Matheus Pacini.

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